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18/03/2007 - 17h56
Atlético vence o lanterna América e assume a vice-liderança
Da Redação Em Belo Horizonte
Apesar da resistência do desesperado adversário, que contou com uma grande atuação do goleiro Juninho, o Atlético conseguiu uma vitória difícil sobre o América, por 2 a 0, na tarde deste domingo, no Mineirão. Esse resultado o colocou na vice-liderança do Campeonato Mineiro, atrás apenas do rival Cruzeiro, líder isolado. Já o time americano continua na lanterna da competição e segue mais ameaçado de rebaixamento do que nunca.
| ATLÉTICO TEM CAMPANHA DE 66% ATUANDO NO MINEIRÃO |
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| O Atlético melhorou seu retrospecto em jogos no Mineirão, após vencer o América no clássico deste domingo, por 2 a 0. Com o triunfo no clássico, o terceiro em cinco jogos, o alvinegro conquistou 10 dos 15 pontos disputados no Estádio da Pampulha, nesse Campeonato Mineiro, o que representa aproveitamento de 66%. |
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Os dois tradicionais adversários, que até o início da década de 60 faziam o principal clássico mineiro, até o fortalecimento do Cruzeiro, entraram em campo em situações distintas. Enquanto o Atlético, era o terceiro colocado, e vinha de seis jogos sem derrotas, o América, último colocado, não sabia o que era vencer há seis partidas.
Depois dos 90 minutos, o Atlético aumentou para sete o número de jogos em que está invicto, com cinco vitórias e dois empates. Já o América está sem vencer há sete partidas - só venceu o Ituiutaba, na sua estréia no certame. São seis derrotas, três delas consecutivas, e um empate. A estréia do técnico Procópio Cardoso Neto, contratado para substituir Vantuir, demitido após a derrota para o Tupi, na rodada anterior, aumentou a competitividade do time. Já a equipe de Levir Culpi não demonstrou a mesma seriedade de outros jogos, no primeiro tempo, quando exagerou nas jogadas de efeito e, muitas vezes, não teve a necessária objetividade. A conseqüência dessa diferença de atitude é que o jogo ficou equilibrado a maior parte do tempo. No segundo tempo, após as entradas de Germano e Tchô nos lugares de Bilu e Éder Luís, o Atlético melhorou e conseguiu chegar ao seu gol.
Jogando com um homem a mais, o Atlético criou um grande número de situações para ampliar o placar, mas seus atacantes erraram muito nas finalizações, além do goleiro Juninho ter feito ótimas reservas. O alvinegro chegou a 14 pontos, mantendo a diferença de dois pontos para o Cruzeiro.
Depois de dois jogos seguidos no Mineirão, o Atlético jogará como visitante, enfrentando o Ituiutaba, no Estádio da Fazendinha, naquela cidade do Pontal do Triângulo. Já o América, que segue com quatro pontos, receberá o Villa Nova, que venceu a Caldense, por 4 a 1, no Estádio Independência.
O jogo teve dois momentos emocionantes. Antes da partida, o abraço dos técnicos Procópio e Levir, além dos cumprimentos dos jogadores atleticanos no treinador americano. No final da partida, quando o Atlético ainda vencia por 1 a 0, a torcida alvinegra começou a gritar o nome de "Euller", atacante adversário, homenageando-o, enquanto ele retribuía com saudações com as mãos.
O jogo
O clássico começou truncado, com muita marcação e pouco futebol. Nos primeiros cinco minutos já tinham sido cometidas quatro faltas, duas para cada lado e sete bolas retomadas, sendo três pelo time atleticanos e quatro pelo americano. Os passes errados completavam a relação de motivos para a bola rolar pouco: quatro pelo alvinegro e dois do adversário.
O primeiro chute a gol, foi do América, dado pelo zagueiro Caçapa, em cobrança de falta, em que pegou mal e jogou a bola muito longe do gol defendido por Diego. Aos 12min, foi a vez de Evandro arriscar, mas bateu fraco, facilitando para o camisa 1 atleticano. O time de Levir Culpi finalizou, pela primeira vez, aos 13min, com Marcinho, mas a bola ficou na zaga adversária. Três minutos depois, o mesmo atleta chutou com perigo, para fora.
A partir daí o Atlético assumiu o controle do jogo, com posse de bola muito maior e também atacando mais, mas com dificuldade de penetração na área do adversário. Em muitos lances, os meias Marcinho e Danilinho abusavam das jogadas de efeitos, dos dribles a mais e prejudicavam as conclusões dos lances.
Aos 23min, em uma cobrança de falta, Coelho acertou o travessão americano. A partir daí, o Atlético intensificou sua pressão. Aos 29min, Marcinho cruzou e Vanderlei, que ganhou a camisa 9 titular, cabeceou e colocou a bola para fora, mas com perigo. Aos 36min, o goleiro Juninho fez duas defesas seguidas, em chutes de Marcinho e depois Vanderlei, evitando o gol atleticano.
O América, obrigado a vencer de qualquer maneira para não complicar ainda mais sua situação em relação ao rebaixamento, tentava os contra-ataques. Aos 39min, o veterano Euller teve grande chance, ao ficar livre contra Diego. Ele chutou, a bola desviou no goleiro atleticano e bateu na trave. Aos 43min, Evandro foi expulso, por ter feito falta dura em Danilinho, deixando seu time com 10 atletas. Aos 47min, Rafael Miranda teve a última chance da etapa.
"O Atlético não jogou bem no primeiro tempo, não jogou como devia, esperamos que com um jogador a mais a situação melhore", analisou o presidente do Atlético, Ziza Valadares. O vice-presidente do América, Alencar da Silveira, por sua vez, considerou que o América está conseguindo "segurar" o adversário. O goleiro Juninho e o zagueiro Fabrício Soares lamentaram o fato de terem ficado com 10 jogadores em campo.
O América voltou com duas modificações feitas por Procópio. Ele colocou o volante Marcelino e o atacante Maranhão nos lugares do meia Luciano e do também atacante Daniel Moraes. Já o Atlético retornou a campo para o segundo tempo com a mesma formação e com a disposição de pressionar, aproveitando a vantagem de um jogador a mais. Na etapa inicial, o time atleticano tinha finalizado 12 vezes contra quatro do adversário.
Com dois minutos, o Atlético já havia criado três chances de gols, cruzado quatro bolas, duas delas cortadas pelo goleiro Juninho e cobrado dois escanteios. Aos 3min, Rafael Miranda cabeceou uma bola cruzada da direita e Marcos ainda completou, mas para fora. O América seguia tentando os contra-ataques. Chegava próximo à área com perigo, mas não conseguia concluir.
Aos 11min, Levir Culpi fez duas modificações de uma só vez. Ele colocou Germano e Tchô nas vagas de Bilu e Éder Luís, adiantando Danilinho para jogar no ataque, ao lado de Vanderlei. No minuto seguinte, Coelho desperdiçou boa oportunidade, em cobrança de falta, ao bater para fora. Aos 14 min, Tchô, que havia entrada três minutos antes, marcou de cabeça o gol.
Foi em mais um lance de pressão que o Atlético abriu o marcador. Thiago Feltri cruzou, Juninho desviou, depois Coelho bateu e o goleiro ainda defendeu parcialmente, mas no rebote Tchô colocou nas redes. No minuto seguinte, o Atlético teve um gol anulado. Juninho deu rebote e Marcinho marcou, mas o assistente Guilherme Dias Camilo errou e marcou impedimento inexistente.
O Atlético, que à essa altura, dominava completamente a partida, seguia criando jogadas, mas errando as finalizações. Aos 17min, Marcinho fez boa jogada individual e bateu para boa defesa de Juninho. Aos 20min, o meia fez outra boa jogada individual e cruzou para Vanderlei cabecear para fora. Aos 21min, foi Germano que acertou ótimo chute e Juninho de novo defendeu. O Atlético seguiu desperdiçando chances, enquanto o América não desistiu nunca.Aos 47min, Danilinho, após troca de passes, acabou fazendo o segundo gol.
Outras partidas
O Villa Nova conseguiu uma goleada em casa, contra a Caldense, por 4 a 1, que o colocou na terceira colocação do Mineiro, com 13 pontos, três a menos que o Cruzeiro e dois que o Atlético. Os gols foram marcados por Jackson, Paulo César, Clodoaldo e Willian César contra um de Nando.
Em Ipatinga, o time da casa, treinado por Flávio Lopes, foi surpreendido por sua ex-equipe, o Rio Branco de Andradas, por 2 a 1. O clube do Sul de Minas passou ao quarto lugar, com 13 pontos, enquanto o Ipatinga saiu do G-4, em quinto, com 12 pontos.
Em Sete Lagoas, o Democrata local venceu o Guarani, por 1 a 0, com um gol de Roberto, e dessa forma deixou a vice-lanterna e a zona de rebaixamento para o Módulo II do Campeonato Mineiro.
Atlético-MG Diego; Coelho (Luisinho Netto), Marcos, Lima e Thiago Feltri; Rafael Miranda, Bilu (Germano), Márcio e Danilinho; Éder Luis (Tchô) e Vanderlei Técnico: Levir Culpi
América-MG Juninho, Luiz Felipe, Caçapa, Fabrício Soares e Halen; Aldo, Donizete Amorim, Evandro e Luciano (Marcelino); Euller e Daniel Moraes (Maranhão) (Léo Salino) Técnico: Procópio Cardoso Neto
Data: 18/3/2007 (domingo) Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Público: 21.266 pagantes Renda: R$ 215.298,75 Árbitro: Renato Cardoso Conceição Auxiliares: Guilherme Dias Camilo e Alexandre Santos Conceição Cartões amarelos: Evandro, Halen, Marcelino, Euller, Donizete Amorim (América-MG); Rafael Miranda, Lima (Atlético-MG) Cartões vermelhos: Evandro (América-MG) Gol: Tchô, aos 14min, Danilinho, aos 47 min do segundo tempo
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