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21/03/2007 - 13h28
Com fim de drama, Ricardo Oliveira vê nova fase na seleção
Leandro Canônico Em São Paulo
Ricardo Oliveira tinha acabado de dar um abraço em sua irmã Maria de Lourdes, recentemente libertada de um seqüestro de cinco meses, quando recebeu a notícia que havia sido convocado pela seleção brasileira. Naquele momento, o atacante do Milan viu a oportunidade de um recomeço na sua vida profissional e pessoal, como ele mesmo explicou em entrevista coletiva esta manhã, no CCT do São Paulo.
"Quando eu soube que a minha irmã havia sido libertada foi um grande alívio para mim. Naquele momento eu sabia que começava uma nova etapa para mim. Eu não estava conseguindo fazer o meu trabalho direito enquanto estava com esse problema. Estava pressionado em campo e fora dele", explicou o ex-são-paulino, que disputou a Copa América 2004 e a Copa das Confederações em 2005.
Embora tenha sido chamado pelo técnico Dunga somente após o corte de Rafael Sóbis, que sofreu lesão no joelho, Ricardo Oliveira está esperançoso em ter uma nova oportunidade com o treinador nos amistosos contra Chile e Gana, na Suécia. Para ele, os 15 minutos que jogou contra a Suíça, ano passado, foram fracos.
"Eu acho que não convenci ninguém naqueles 15 minutos. Depois eu até procurei a comissão técnica da seleção para me desculpar e explicar para eles o que estava passando com minha irmã, porque eles ainda não sabiam. Espero agora ter a oportunidade de mostrar algo melhor", acrescentou Ricardo Oliveira.
O caráter de recomeço que o atacante do Milan dá a essa nova convocação à seleção brasileira não tem apenas a ver com o retorno de sua irmã. Ter ficado fora da Copa do Mundo de 2006 o deixa alerta para cavar novo espaço dentre tantos concorrentes ao ataque da equipe do técnico Dunga.
"O meu objetivo em todas as convocações que tive foi de sempre ficar na seleção brasileira. Não fui à Copa do Mundo porque estava retornando de uma lesão e fazia pouco tempo que estava jogando, mas agora o momento é outro. Acho importante o Dunga fazer essa renovação e sei da concorrência que vou ter", disse Oliveira.
Pego de surpresa com esse novo chamado de Dunga, Ricardo Oliveira recorreu à estrutura do seu ex-clube para treinar antes de se apresentar à seleção brasileira. "Eu não acho justo me apresentar sem estar treinando", disse. E nesta manhã, no CCT do São Paulo, ele falou de outros assuntos além de seqüestro e seleção.
Milan "Começamos a temporada com pontos a menos [em virtude do escândalo da manipulação de resultados] e nosso principal objetivo é chegar em quarto para garantir vaga na Liga dos Campões. E na atual edição da Liga nosso objetivo, apesar de difícil, é ser campeão. O time tem condições e precisa aproveitar bem o primeiro jogo na Itália contra o Bayern de Munique".
Ronaldo e Real Madrid "A dupla com o Ronaldo está muito boa. Fizemos alguns jogos juntos e fomos muito bem. Já jogamos junto até na seleção brasileira. Quando ele chegou ao Milan, o Real Madrid chegou a entrar em contato para eu ir para lá. Seria uma coisa boa para mim e para o Milan, mas a minha permanência também foi. Estou feliz".
'Milésimo' gol de Romário' "É muito bonito você ver um jogador de mais de 40 anos fazendo gol e curtindo jogar futebol. Eu acho impossível eu chegar a uma marca como essa do Romário, mesmo porque tenho aproximadamente 200 gols".
Ausência na final da Libertadores "Não digo que se eu tivesse naquela final contra o Internacional o São Paulo seria campeão, mas eu queria ter participado daquilo por tudo que vivi nesse clube. Eu acho que foi uma injustiça comigo e com o clube o Betis ter vetado minha escalação. A documentação não tinha problema algum". UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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