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  01/04/2007 - 22h18
Em protesto do Botafogo, Montenegro dispara contra Ferj

Da Redação
No Rio de Janeiro

Apesar da vitória convincente por 2 a 0 sobre o Vasco no clássico deste domingo, no Maracanã, pelo Campeonato Estadual (resultado que praticamente garantiu o Botafogo na semifinal da Taça Rio), o vestiário alvinegro não teve só festa.

Ao final da partida, o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, atualmente colaborador do clube, disparou sua fúria contra a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e seu presidente, Rubens Lopes.

BOTAFOGO X FERJ
As desavenças entre o Botafogo e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) aumentaram ainda mais neste ano. Em março, o clube alvinegro, ao lado de Flamengo e América, fez uma série de denúncias contra a entidade.
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"Minha avó sempre dizia que quem brinca com fogo acaba se queimando. E quem brinca com o Botafogo também. O que aconteceu nessa semana foi uma vergonha. Mostra o caos que está instalado no futebol carioca, que é dirigido por um canalha que não vale nada", vociferou.

Os alvinegros estão irados desde a última sexta-feira, quando o Botafogo até ameaçou boicotar o clássico por causa de uma polêmica envolvendo a distribuição dos ingressos.

O clube alega que só recebeu um terço da carga total (cerca de 19.933) de ingressos colocados à venda para o jogo e reclamou que deveria ter recebido metade, conforme determina o regulamento do campeonato em relação aos clássicos.

Após a partida, os alvinegros ainda reclamaram que a renda do clássico (R$ 927.455,00) foi para São Januário, quando o Botafogo tem direito a 60% da renda líquida por ser o vencedor.

Para piorar, eles ficaram sabendo que cerca de 20 mil torcedores entraram de graça no Maracanã porque a Polícia Militar abriu os portões sob a alegação de que muitas pessoas do lado de fora forçaram a entrada, o que poderia provocar uma tragédia.

"O Botafogo não aceita mais negociar ou receber dinheiro através da Federação. Essa é a palavra oficial de um presidente eleito e reconhecido por todos, e não por um presidente eleito nas coxas. O Botafogo não reconhece esse presidente [Rubens Lopes] capacho do Eurico Miranda", continuou Montenegro, referindo-se às conturbadas eleições do Vasco.

Neste domingo, os jogadores do Botafogo entraram em campo com uma camisa preta que trazia uma frase pedindo a moralização do futebol carioca. A camisa ainda foi pendurada na sala de entrevistas do Maracanã após o clássico. "Infelizmente, aqui no Brasil, não há justiça. Algumas pessoas deveriam sair algemadas da Federação", encerrou Montenegro.

Campeonato Estadual do Rio


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