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12/04/2007 - 00h52
Consenso no Botafogo é de que o sucesso vem da união do grupo
Bruno Doro No Rio de Janeiro
A boa fase do Botafogo tem uma explicação simples, segundo jogadores e comissão técnica. Mais importante do que treinamentos intensos e a correta armação do esquema tático, a união do grupo seria o principal fator responsável pela boa sequência de vitórias e a conseqüente classificação às finais da Taça Rio.
No entanto, não foi num dos recentes triunfos que o elenco resolveu juntar as forças, mas no momento mais complicado de 2007. Conforme explicou o volante Túlio, depois da derrota para o Boavista, quando a equipe foi eliminada na última rodada da fase classificatória da Taça Guanabara, ocorreu um pacto para que situações como aquela não voltassem a acontecer.
Além disso, o técnico Cuca indicou que a harmonia apresentada nos treinamentos só existe porque todos têm o mesmo tratamento, sem demonstrações de vaidade.
"Os jogadores entenderam que fazem parte de um grupo. Ninguém acha que é pior por ficar no banco uma partida ou outra. Quando entram, podem mudar a história do jogo. Todos aqui têm orgulho de vestirem essa camisa", afirmou o comandante alvinegro.
Comprovando a tese do técnico, Diguinho afirmou que aceitou sem problemas sentar no banco, diante do Vasco, pela primeira vez no ano: "Somos um grupo, tenho que respeitar meus companheiros e o professor, que optou por me deixar fora. Eu estou à disposição, sempre pronto para entrar e ajudar", disse o volante, que foi bem quando entrou no lugar de Lucio Flávio.
União chama a atenção O zagueiro Alex, que chegou ao clube logo após o episódio "Boavista", afirmou que foi perceptível a união entre os atletas, acima da média de outras equipes. Ele explicou que não sentiu nenhum tipo de rejeição dos concorrentes de posição por assumir a titularidade assim que se apresentou, e exaltou o companheirismo do elenco.
"Estou há pouco tempo aqui e já notei que se trata de uma família muito ligada. É importante essa confiança que te passam, dentro e fora do campo", ressaltou Alex, antes de avisar que a alegria também pode ser prejudicial, caso passe dos limites.
"Precisamos ter a preocupação de manter os pés no chão e evitar a euforia. Ainda temos muito a conquistar nesta temporada", finalizou o zagueiro.
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