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14/04/2007 - 15h53
Rogério Ceni minimiza jejum de gols de falta e evita ansiedade
Leandro Canônico Em São Paulo
Rogério Ceni continua treinando exaustivamente as cobranças de falta sempre que possível, mas um gol desse jeito não sai há quase cinco meses. A última vez que balançou as redes numa falta foi na vitória por 2 a 0 sobre o Cruzeiro, em 26 de novembro, pelo Campeonato Brasileiro. O goleiro não sabe explicar o jejum.
"Falta de treino não é, isso eu faço sempre. Mas a bola não está entrando. Se não está saindo o gol mesmo com o treino, imagine sem treinar. Pode perguntar ao Neto se não é preciso treinar bastante para isso", declarou o camisa 1 do São Paulo, citando o ex-corintiano, que fez uma visita ao CCT tricolor neste sábado.
O jejum de gols de falta reduziu consideravelmente a média de Ceni em relação às últimas duas temporadas. Em 2005, por exemplo, o goleiro marcou 21 gols na temporada e até a segunda semana de abril daquele ano já havia feito cinco. Ano passado, quando fez um total de 16, balançou as redes seis vezes até abril.
Com apenas dois gols na atual temporada, ambos em cobranças de pênalti, Rogério Ceni tem encarado com naturalidade esse "problema". Mais experiente, o goleiro não vê motivos para se desesperar, não só com o jejum de gols mas também com os dias que antecedem um jogo decisivo, como o de domingo ante o São Caetano.
"Não fico ansioso por nada. O jogo é só no domingo. E até lá não tem o porquê ficar preocupado. Todos sabem o que tem de ser feito. É claro que nos momentos que antecedem a partida, no vestiário, é normal a expectativa. Mas depois que começo o jogo, a gente sabe que é nosso ambiente e nosso trabalho", disse Ceni.
Apesar de viver uma "seca" de gols de falta neste ano, os dois gols marcados pelo capitão são-paulino em 2007 foram importantes. O primeiro deles aconteceu no clássico contra o Corinthians, vitória por 3 a 1. E o outro na partida contra o rival Palmeiras, novamente um triunfo por 3 a 1.
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