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14/04/2007 - 18h00
Cruzeiro só empata com o Tupi, mas continua em vantagem
Da Redação Em Belo Horizonte
As torcidas de Tupi e Cruzeiro fizeram uma festa bonita, antes e durante o primeiro jogo pela fase semifinal do Campeonato Mineiro, na tarde deste sábado, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora, mas faltou o ingrediente principal: o gol. O 0 a 0 na partida de ida manteve a vantagem celeste, que joga por outro empate, por qualquer placar, no dia 22 próximo, no Mineirão, para decidir o título da competição.
O jovem atacante Guilherme, que fez no empate contra o Tupi a sua primeira partida como titular do Cruzeiro, não conseguiu marcar o seu gol, mas foi um dos destaques do time, pela movimentação e criação de jogadas ofensivas. O técnico Paulo Autuori elogiou a atuação do jogador, a quem chamou de "maduro".
Ele lamentou o fato de o Cruzeiro não ter conseguido a vitória, que serviria para aumentar a vantagem em favor do time da capital na fase semifinal do Estadual. "Infelizmente a vitória não veio, agora é treinar para buscar a vitória no próximo jogo", comentou o atacante, referindo-se à partida de volta, no domingo que vem, quando outro empate garante o clube celeste na final. |
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Primeiro colocado na fase de classificação, com 25 pontos, cinco a mais que os demais semifinalistas, o Cruzeiro queria ampliar a sua vantagem no jogo de ida, mas não conseguiu quebrar a invencibilidade do Tupi, em Juiz de Fora, que agora conseguiu três vitórias e três empates nas seis partidas ali disputadas pela atual competição. O time da casa, por sua vez, tinha como meta aproveitar o mando de campo, para reverter a vantagem cruzeirense.
Os dois times se esforçaram bastante para alcançar seus objetivos. Houve muito espírito de luta e disposição, mas a qualidade do futebol exibido deixou a desejar. Tirando alguns lampejos do jovem Guilherme, como um toque de calcanhar no final do primeiro tempo, e do seu parceiro de ataque, Araújo, artilheiro do Estadual, ou algumas boas jogadas de Santos e Alan pelo lado direito do Tupi, os times ficaram devendo, especialmente no setor ofensivo.
Para uma equipe que marcou 31 gols em 11 jogos (2,81 por partida), na primeira etapa do certame, o Cruzeiro não teve força ofensiva suficiente, especialmente no tempo inicial. As duas defesas, que foram vazadas 16 vezes, cada uma, na fase de classificação, estiveram bem e conseguiram superar os atacantes adversários. Os goleiros Fábio e Marcelo Cruz não trabalharam muito.
Os torcedores fizeram sua parte. O Estádio Municipal Radialista Mário Helênio recebeu um público de 19 mil pessoas. A torcida do Tupi, maioria, fez "ola", bateu palmas o tempo todo e tentou empurrar o seu time em busca do gol. Os cruzeirenses também fizeram sua parte, gritando com entusiasmo. Eles chegaram até a exagerar, quando colocaram fogo em tiras de papel nas arquibancadas e as chamas e fumaça preocuparam. Os próprios torcedores conseguiram apagá-las, antes mesmo da chegada do Corpo de Bombeiros.
Sem o mesmo calor, o segundo tempo teve mais movimentação e chances de gols, pelos dois times, mas o zero não saiu do marcador. Não foi por falta de tentativa dos jogadores e dos treinadores, que fizeram substituições, em suas equipes, tentando encurtar o caminho até as redes. As entradas de Maicosuel e Leandro Domingues, melhoraram o rendimento celeste, que criou boas oportunidades na pressão final. Apesar disso, a primeira partida das semifinais entre Tupi e Cruzeiro terminou mesmo em 0 a 0.
No domingo, as duas equipes voltam a se enfrentar no Mineirão, com amplo favoritismo para o time celeste, por jogar em casa e ter a vantagem de se classificar com um empate. Além disso, o Tupi não poderá contar com os zagueiros titulares Domingos e César, além do volante Júnior Negão, que receberam os terceiros amarelos. Antes dessa partida, o Cruzeiro recebe o Brasiliense, também no Mineirão, mas pela Copa do Brasil. O jogo
Pegando fogo em uma parte das arquibancadas do Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, o jogo começou quente, em campo, especialmente por parte do Tupi, que começou melhor, atacando mais, especialmente pelo lado direito de seu ataque. Tanto que em menos de um minuto, o Cruzeiro já tinha feito duas faltas para parar as jogadas da equipe local, que, aos 8min, criou boa chance em chute forte do lateral Jean, que saiu por pouco.
A partir dos 15min, o Cruzeiro conseguiu equilibrar o jogo e chegou a ser melhor em campo. A dupla de ataque formada por Araújo e pelo jovem Guilherme conseguiu executar com precisão algumas jogadas, que levaram perigo para o goleiro Marcelo Cruz, Na melhor delas, aos 17min, Araújo ficou livre para finalizar, mas bateu para fora, de perna esquerda.
Improvisado no meio-campo e atuando com a camisa 10, o lateral-direito Gabriel não conseguia se posicionar. Já o lateral-esquerdo Fábio Santos permitia as jogadas de Santos e Alan, para o Tupi, às suas costas. Os dois times, no entanto, erravam cruzamentos - 12 da equipe local contra oito pelo lado celeste -, e finalizavam mal. Das 11 conclusões, seis dos visitantes e cinco do time da casa, somente um chute de Ricardinho teve a direção certa.
Os dois times voltaram com as mesmas formações para o segundo tempo, que começou com a pressão celeste. Tanto que em cinco minutos, o Cruzeiro tinha conseguido quatro escanteios a seu favor - não cobrou nenhum nos 45 primeiros minutos -, mesmo número do Tupi, em toda a etapa inicial. Apesar da busca do gol, as defesas continuavam levando vantagem sobre os ataques, que finalizavam pouco e mal.
Aos 15min, o jovem atacante Guilherme chutou muito bem, mas a a bola foi desviada pelo goleiro Marcelo Cruz, embora a arbitragem tenha assinalado apenas o tiro de meta. Para tentar chegar à vitória, o técnico Zé Luís colocou o atacante Leandro Guerreiro, artilheiro do seu time na competição, atendendo aos pedidos do torcedor da equipe de Juiz de Fora. Aos 19min, o goleiro Fábio e a trave salvaram o Cruzeiro de levar um gol. Aos 36min, Leandro Domingues chutou no travessão e Araújo, livre, desperdiçou o rebote. Aos 47min, Fábio fez boa defesa em chute de Leandro Guerreiro, evitando o gol do Tupi.
Tupi Marcelo Cruz, Santos (Zé Carlos), César, Domingos e Jean; Júnior Negão, Jhonny, Chicão e Sidney; Felipe (Leandro Guerreiro) e Alan (Renato) Técnico: Zé Luís
Cruzeiro Fábio, Jonathan, Luizão, Gladstone e Fábio Santos; Léo Silva, Ricardinho, Gabriel (Leandro Domingues) e Geovanni (Maicosuel); Araújo e Guilherme Técnico: Paulo Autuori
Data: 14/4/2007 (sábado) Local: Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora (MG) Árbitro: Cléver Assunção Gonçalves Assistentes: Marco Antônio Gomes e Guilherme Dias Camilo Cartões amarelos: Ricardinho, Léo Silva (Cruzeiro); Júnior Negão, Alan, Domingos, César (Tupi)
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