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15/04/2007 - 17h55
Atlético vence, de virada, o 'jogo da polêmica' e amplia vantagem
Da Redação Em Belo Horizonte
Cercado por grande polêmica, o primeiro jogo da semifinal do Estadual, entre Atlético e Democrata Governador Valadares, disputado no Mineirão, mas com mando de campo da equipe do interior, terminou com a vitória do clube da capital, de virada, por 2 a 1, neste domingo. Com o resultado, o time atleticano ampliou sua vantagem, conquistada com o segundo lugar na fase de classificação, e pode até perder por um gol de diferença, sábado que vem
Se quiser chegar à final do Campeonato Mineiro, o time do técnico José Maria Pena terá de vencer a partida de volta, também no Mineirão, por pelo menos dois gols de diferença. Na outra semifinal, Cruzeiro e Tupi empataram, neste sábado, em 0 a 0, em Juiz de Fora e o time celeste tem a vantagem da igualdade no jogo da volta, que será no domingo, no Mineirão. O Atlético não tem o gosto de ser campeão mineiro desde 2000 e não decide a competição desde 2004.
O primeiro jogo desta semifinal esteve ameaçado de nem ser realizado, porque o Cruzeiro entrou com recurso para suspender a realização da partida, por entender que o Atlético estava sendo beneficiado ao jogar duas vezes no Mineirão. O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) negou a liminar ao clube celeste. A partida não aconteceu no Estádio Mammoud Abbas, em Governador Valadares, por não ter a capacidade mínima de 15 mil torcedores determinada pelo regulamento geral do Estadual.
Em campo, a partida, que ainda corre risco, já que o Cruzeiro acena com a possibilidade de voltar ao TJD para pedir, dessa vez, a anulação do confronto, foi disputada com muito empenho dos dois lados. Desde o início do primeiro tempo e, durante os 90 minutos, os jogadores dos dois clubes, que são parceiros, demonstraram muita vontade e disposição.
Houve até desentendimento, entre os jogadores que recebem seus salários do mesmo empregador, já que é o Atlético quem arca com a folha salarial do seu adversário, incluindo a comissão técnica liderada por José Maria Pena. No início do primeiro tempo, o volante Toto, do Democrata, deu um tapa no rosto de Rafael Miranda, que ficou bastante irritado. O árbitro Ricardo Marques Ribeiro nada marcou.
O fato de o Democrata mandar o jogo no Mineirão provocou situações curiosas, como o fato de jogar com o seu uniforme principal, muito parecido com o do Atlético. Além disso, coube ao "visitante" ocupar o vestiário tradicionalmente destinado ao alvinegro da capital. Em campo, essa situação nem sempre prevaleceu e, na maior parte do tempo, era o Atlético quem pressionava, enquanto o time de José Maria Pena contra-atacava.
O Democrata saiu na frente, o Atlético só empatou no final do primeiro tempo, mas passou à frente no começo da segunda etapa, levando a sua torcida, em muito maior número é claro que a do adversário, iniciasse uma grande festa no Mineirão. Antes do jogo da volta, diante do seu parceiro, o time do técnico Levir Culpi volta suas atenções para a Copa do Brasil, quando enfrenta o Avaí, em Santa Catarina, nesta quarta-feira, no jogo de ida pelas oitavas-de-final da competição nacional.
O jogo Um gol marcado pelo camisa 10 do Democrata-GV, Wanderson, aos 12min, mudou a história do primeiro tempo do jogo em que apesar de o Atlético atuar no Mineirão, contra um time do interior, o mando de campo não lhe pertencia. Jogando em sua "segunda casa", como classificou o dirigente do time de Governador Valadares, Edvaldo Soares, o Democrata começou a partida tomando a iniciativa, achou o seu gol e depois se defendeu.
Após a vitória, apesar de o mando de campo ser do Democrata, o técnico Levir Culpi revelou que preferia a realização da partida fora da capital mineira. "Eu preferia jogar em Ipatinga, por exemplo", afirmou o treinador.
Segundo ele, se tivesse ocorrido a responsabilidade e a pressão sobre a sua equipe seria melhor. "Acho que seria melhor se essa partida fosse disputada fora de casa, mas já passou", disse Levir, que destacou a importância do resultado. |
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| LEVIR CULPI DIZ QUE PREFERIA TER JOGADO FORA DE CASA |
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O Democrata saiu na frente, quando Bilu tentou sair driblando perto de sua área, perdeu a bola e Wanderson colocou nas redes. Esse gol obrigou o Atlético a correr atrás da igualdade em todo o primeiro tempo, numa partida movimentada e com muitas finalizações. Foram 21 conclusões, sendo 15 do lado atleticano e seis pelo alvinegro do interior.
Depois de levar o gol, o Atlético criou e desperdiçou ótimas chances para também marcar. A primeira delas, aos 15min, Vanderlei, totalmente livre, chutou para fora. Aos 30min, foi a vez do zagueiro Lima, de cabeça, também desperdiçar excelente chance de empatar. Aos 42min, o goleiro Villa impediu a igualdade, após belo chute de Éder Luís.
Quando tudo indicava que o primeiro tempo terminaria com a vantagem do Democrata-GV, o Atlético conseguiu o empate, aos 45min, marcado pelo volante Rafael Miranda. Ele acertou bela cabeçada, após cobrança de escanteio de Coelho, um dos dois cruzamentos certos dos 17 executados pelos jogadores atleticanos nos 45 minutos iniciais.
Os dois times voltaram com as mesmas formações para o segundo tempo. A exemplo da etapa anterior, o Democrata tomou a iniciativa do jogo, tentando fazer o papel de mandante. Tanto que em 5min já havia finalizado duas vezes. Wanderson, aos 4min, bateu bem e obrigou o goleiro Diego a difícil defesa. Mas foi o Atlético que marcou o segundo gol, aos 9min, em uma jogada de contra-ataque: Marcinho cruzou da direita e Vanderlei colocou nas redes.
A partir daí o jogo ficou ainda mais aberto. O técnico José Maria Pena tirou Toto, que tem características mais defensivas, pelo veloz meia Edilson. Pouco depois, ele foi obrigado a tirar Leandro Carrijo, contundido e que é um de seus principais jogadores, substituindo-o por Élber. E foi esse atacante, que quase empatou o jogo, aos 22min, quando chutou bem e Diego teve de defender com os pés. Os dois times criaram e desperdiçaram chances para fazer mais gols.
Atlético-MG Diego; Coelho, Marcos, Lima e Thiago Feltri; Rafael Miranda, Bilu, Marcinho e Danilinho (Germano); Éder Luís (Lúcio) e Vanderlei (Galvão) Técnico: Levir Culpi.
Democrata-GV Villa, Marcelinho, Lúcio, Rancharia e Ernane (Luís Cláudio); Henrique, Glaydson, Anderson Toto (Edilson) e Wanderson; Leandro Carrijo (Élber) e Amílton Técnico: José Maria Pena
Data: 15/4/2007 (domingo) Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Público: 19.750 pagantes Renda: R$ 201.630 Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro Auxiliares: Alexandre Santos Conceição e Jair Albano Félix Cartões amarelos: Toto, Ernane (Democrata-GV); Marcos, Coelho (Atlético-MG) Gols: Wanderson, aos 12min, Rafael Miranda, aos 45min do primeiro tempo; Vanderlei, aos 9min do segundo tempo
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