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  18/04/2007 - 21h29
Cruzeiro perde para o Brasiliense e se complica na Copa do Brasil

Da Redação
Em Belo Horizonte

Desfalcado e ainda sem inspiração, o Cruzeiro perdeu para o Brasiliense, por 1 a 0, nesta quarta-feira, no Mineirão, e complicou-se na Copa do Brasil. Para prosseguir na competição, terá de vencer em Taguatinga-DF na próxima quarta-feira - se fizer 1 a 0, a decisão vai para os pênaltis. O time do Distrito Federal joga pelo empate para passar às quartas-de-final do torneio.

Em busca do quinto título da Copa do Brasil, o Cruzeiro tem oscilado na temporada, fazendo bons e maus jogos. Pela competição nacional, o time comandado pelo técnico Paulo Autuori sofreu para passar por Veranópolis-RS e Portuguesa, nas duas fases anteriores. Depois de empatar com ambos por 0 a 0, no jogo de ida, venceu apertado por 1 a 0 e 2 a 1, respectivamente, no Mineirão.

No Campeonato Mineiro, o Cruzeiro fez boa campanha e terminou a fase classificatória em primeiro lugar. Nas semifinais, empatou em 0 a 0 com o Tupi, sábado passado, em Juiz de Fora. No próximo domingo, fará o jogo de volta, no Mineirão. Se empatar, vai para a final com o vencedor de Atlético e Democrata-GV.

Campeão do Distrito Federal com três rodadas de antecedência, o Brasiliense é o único time dos que disputam as principais divisões do futebol brasileiro ainda invicto nesse início de temporada. Em 16 partidas, obteve 12 vitórias, com esta sobre o Cruzeiro, e quatro empates.

Pela Copa do Brasil, o Brasiliense estreou bem e despachou o Barra do Garças, do Mato Grosso, ao golear por 4 a 1 e evitar a partida de volta. Na Segunda fase, passou pelo Juventude com um empate sem gols, em casa, e a vitória por 3 a 1, em Caxias do Sul.

Em 2002, quando ainda era mero desconhecido, o Brasiliense aprontou com o Atlético, maior rival do Cruzeiro, ao vencê-lo por 3 a 0, em pleno MIneirão, pelas semifinais. Na final, foi superado pelo Corinthians e ficou com o vice-campeonato.

O Cruzeiro entrou em campo sem seis titulares. Dois deles - o volante Ricardinho e o lateral-direito Gabriel - cumpriram suspensão. Outros três - o volante Renan, o meia Marcinho e o atacante Nenê - estão contundidos. Além disso, o meia-atacante Geovanni não foi relacionado pelo técnico Paulo Autuori, que alegou fadiga muscular no jogador.

Com isso, o time celeste entrou em campo com um meio-campo bastante modificado. Com exceção de Léo Silva, que herdou a vaga de Renan, os meias Leandro Domingues e Maicosuel, que eram reservas, ganharam oportunidade na equipe principal, enquanto o jovem volante Paulinho Dias, campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, estreou como profissional.

O resultado foi um time apático e sem criatividade. No segundo tempo, Autuori abriu mão dos meias Maicosuel e Leandro Domingues, que deram lugar a Rômulo e Fellype Gabriel. Além disso, sacou o lateral Fábio Santos e promoveu a entrada do zagueiro Thiago Heleno, deixando no time com três defensores. Mas as mudanças não surtiram o efeito esperado.

O vencedor do confronto entre Cruzeiro e Brasiliense pegará o vencedor da disputa entre Ipatinga e Sport-PE, que se enfrentam pela primeira vez, também nesta quarta-feira, no Vale do Aço.

O jogo

O primeiro tempo no Mineirão não foi o que a torcida do Cruzeiro esperava. Mesmo jogando fora de casa, o Brasiliense mostrou personalidade e foi superior ao adversário na maior parte desta etapa, mas conseguiu balançar as redes somente uma vez. O time celeste só acordou no final, porém não soube aproveitar as chances criadas e deixou escapar boa oportunidade de fazer um placar maior.

O Brasiliense marcou aos 6min com o volante Agenor, que escorou de cabeça escanteio cobrado por Rodriguinho no lado esquerdo. O gol caiu como uma ducha de água fria no Cruzeiro, que se perdeu em campo. A equipe do Distrito Federal aproveitou para criar outras oportunidades. Aos 25min, Coquinho saiu cara a cara com o goleiro Fábio, mas chutou para fora, desperdiçando chance incrível.

O Cruzeiro tentou partir para a pressão sobre o "chato" Brasiliense, que marcava forte e saia nos contra-ataques. Mas o time de Paulo Autuori jogava de forma desordenada. No final do primeiro tempo, teve duas chances de marcar com o jovem Guilherme, mas o atacante perdeu ambas. Numa delas o goleiro Guto defendeu com o pé.

No segundo tempo, o Cruzeiro tentou reagir, mas voltou a encontrar dificuldades. A entrada de Fellype Gabriel melhorou um pouco na criação das jogadas, mas insuficiente para evitar a derrota diante da torcida, que protestou no final da partida. O Brasileiro se segurou bem e ainda teve chance de ampliar.

Cruzeiro
Fábio, Jonathan, Luizão, Gladstone e Fábio Santos (Thiago Heleno); Léo Silva, Paulinho Dias, Maicosuel (Rômulo) e Leandro Domingues (Fellype Gabriel); Araújo e Guilherme
Técnico: Paulo Autuori

Brasiliense
Guto; Patrick, Padovani, Ailson e Rodriguinho; Coquinho (Ademar), Agenor, Carlos Alberto e Allan Delon (Adrianinho); Dimba (Catatau) e Warley
Técnico: Roberto Fernandes

Data: 18/4/2007 (quarta-feira)
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Público: 14.188 pagantes
Renda: R$ 158.922,50
Árbitro: Willian Marcelo Souza Nery (RJ)
Assistentes: Hilton Moutinho Rodrigues (Fifa-RJ) e Marco Aurélio dos Santos Pessanha (RJ)
Cartões amarelos: Patrick, Warley, Carlos Alberto, Ailson (Brasiliense);
Cartões vermelhos:
Gols: Agenor, aos 6min do primeiro tempo


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