! Cruzeiro empata e dá adeus ao sonho do penta da Copa do Brasil - 25/04/2007 - UOL Esporte - Futebol
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  25/04/2007 - 23h47
Cruzeiro empata e dá adeus ao sonho do penta da Copa do Brasil

Da Redação
Em Belo Horizonte

O sonho de conquistar o seu quinto título da Copa do Brasil, passando à frente do Grêmio, que ao seu lado é o recordista de conquistas do torneio, acabou para o Cruzeiro. O time celeste foi eliminado da competição, ao empatar com o Brasiliense, em 1 a 1, nesta quarta-feira, no Estádio Boca do Jacaré, em Taguatinga. Dessa forma, é a equipe do Distrito Federal que passou às quartas-de-final e vai enfrentar o Ipatinga, antigo parceiro cruzeirense, que desclassificou o Sport, em Recife, nos pênaltis.


Ao empatar com o Brasiliense, o Cruzeiro não apenas se despediu do sonho do penta na Copa do Brasil, como desperdiçou a oportunidade de obter um feito inédito. Dessa forma, o clube celeste continua sem conseguir reverter o placar, depois de sair em desvantagem na primeira partida, quando havia atuado como mandante.
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O Cruzeiro não teve força para vencer por 2 a 0 ou por um gol de diferença, a partir de um placar de 2 a 1, para seguir na Copa do Brasil, Na semana passada, o Brasiliense tinha vencido, por 1 a 0, em pleno Mineirão. Fora da competição nacional, resta ao Cruzeiro voltar toda a sua atenção para a decisão do Campeonato Mineiro contra o rival Atlético, a partir do próximo domingo, quando joga por dois empates.

Depois de jogar mal, em Belo Horizonte, na primeira partida, como admitira o técnico Paulo Autuori, o Cruzeiro vinha embalado pela goleada sobre o Tupi, por 4 a 0, domingo passado, que lhe garantiu na final do Estadual. O pensamento celeste era aproveitar a confiança aumentada pela boa performance no âmbito regional para alavancar sua classificação à competição nacional.

Logo que a bola começou a rolar na Boca do Jacaré o torcedor cruzeirense teve motivo para desconfiar que não seria tarefa fácil inverter a vantagem do Brasiliense. O time celeste demonstrava nervosismo, errava jogadas fáceis e pecada por falta de agressividade. O Brasiliense, que jogava com a possibilidade de se classificar com o empate, administrava a vantagem, sem deixar de atacar e criar chances de gol.

No segundo tempo, o Cruzeiro mostrou um pouco mais de empenho e vontade, mas continuava esbarrando na forte marcação do adversário, que dificultava a ação de jogadores importantes como o artilheiro Araújo. Além disso, a má atuação de outros cruzeirenses, como Geovanni e Gabriel, deixava o time mineiro frágil ofensivamente.

A deficiência do ataque cruzeirense na Copa do Brasil foi uma constante. Em seis jogos, pela competição, a equipe marcou apenas quatro gols (0,66 por partida), sendo que em três partidas o Cruzeiro não conseguiu balançar as redes dos adversários. Além disso, o clube celeste deixa a Copa do Brasil sem conseguir uma única vitória como visitante. Foram três empates, contra Veranópolis, Portuguesa e Brasiliense.

O time do Distrito Federal, por sua vez, ainda não conseguiu vencer, em casa, nessa Copa do Brasil. Na primeira fase, o Brasiliense se classificou em apenas um jogo, contra o Barra do Garça. Na Segunda fase, houve um empate, em 1 a 1, com o Juventude, em Taguatinga, e a classificação saiu na vitória sobre os gaúchos em Caxias do Sul, por 3 a 2.

Apesar disso, o campeão antecipado do Distrito Federal continua em condições de tentar repetir o feito de 2002, quando chegou à final da Copa do Brasil e foi superado pelo Corinthians. Além disso, o Brasiliense continua como o único time invicto no futebol brasileiro, entre os que disputam as principais divisões, nesse início de temporada.

O jogo

O primeiro tempo de Brasiliense e Cruzeiro teve pouca qualidade. Sobrou chutão para o alto ou para os lados e faltou a bola rolando, o drible ou a tabela bem feita. O excesso de passes errados - 41 em 47 minutos de jogo, com 22 do lado celeste e 19 dos donos da casa - dá a dimensão do que foi a etapa inicial dessa partida.

Precisando de gols para conseguir reverter a vantagem do adversário, o Cruzeiro se mostrou tímido ofensivamente em todo o primeiro tempo. A equipe do técnico Paulo Autuori não conseguia articular boas jogadas de ataque e tentava arriscar chutes de fora da área, sem pontaria. Em seis finalizações cruzeirenses, cinco não passaram nem perto do gol.

O Brasiliense, desde o início, buscou mais o ataque e buscava as jogadas pelos dois lados do campo. Aos 8min, Patrick chutou a bola na rede pelo lado de fora. Mas foi o Cruzeiro que abriu o placar. Fábio Santos, aos 20min, cruzou da esquerda, Guilherme tentou a cabeçada, a bola bateu no corpo do zagueiro Padovani e entrou. O time visitante não teve tempo nem de comemorar.

No minuto seguinte, Léo Silva errou uma saída de bola, que foi cruzada na cabeça de Warley. Fábio defendeu, mas no rebote Dimba empatou. O jogo seguiu em ritmo lento, com o Brasiliense atuando com o regulamento debaixo do braço e o Cruzeiro sem criatividade e atitude. Se algum time saísse ganhando na etapa inicial teria de ser a equipe da casa.

O Cruzeiro voltou mudado para o segundo tempo. Paulo Autuori colocou Fellype Gabriel no lugar de Maicosuel. A modificação acendeu um pouco o time mineiro, que procurou atacar mais, mas continuava falhando nas finalizações. Tanto que o goleiro Guto não foi obrigado a fazer defesas muito difíceis. O Brasiliense, nos contra-ataques, ameaçava o gol celeste.

Aos 18min, o zagueiro celeste Gladstone tirou a bola de cabeça, em cima da linha, após chute de Warley, quando o goleiro Fábio já estava batido no lance. Aos 23min, o Brasiliense chegou tocando e Warley, driblou Ricardinho, antes de chutar com perigo, mas para fora. Aos 27min, o Cruzeiro ameaçou com Rômulo, em chute bem defendido por Guto, mas no minuto seguinte, Fábio evitou o gol em batida de Rodriguinho.

Brasiliense
Guto; Patrick (Catatau), Padovani, Pedro Paulo e Rodriguinho; Coquinho, Agenor, Carlos Alberto e Allan Delon; Dimba (Adrianinho) e Warley (Maia)
Técnico: Roberto Fernandes

Cruzeiro
Fábio, Gabriel, Luizão, Gladstone e Fábio Santos; Léo Silva (Leandro Domingues), Ricardinho, Maicosuel (Fellype Gabriel) e Geovanni (Rômulo); Araújo e Guilherme
Técnico: Paulo Autuori

Data: 25/4/2007 (quarta-feira)
Local: Estádio Boca do Jacaré, em Taguatinga (DF)
Árbitro: Washington José Alves de Souza (AM)
Assistentes: Basílio Monteiro da Silva (AM) e Djalma Silva de Souza (AM)
Cartões amarelos: Léo Silva, Fábio Santos, Rômulo, Gladstone (Cruzeiro); Agenor, Padovani. Guto, Rodriguinho (Brasiliense)
Cartões vermelhos:
Gols: Padovani (contra), aos 20min, Dimba, aos 21min do primeiro tempo


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