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  29/04/2007 - 18h00
Atlético goleia o Cruzeiro e pode perder de três no jogo decisivo

Da Redação
Em Belo Horizonte

O Atlético saiu à frente na decisão do Campeonato Mineiro, ao golear o Cruzeiro, por 4 a 0, neste domingo, no Mineirão, no primeiro dos dois clássicos decisivos e deu um pasou fundamental para comemorar o título. Dessa forma, o alvinegro não apenas conseguiu reverter a vantagem inicial que era do Cruzeiro, por ter terminado a fase de classificação do certame na liderança, mas obteve uma enorme vantagem. Agora, o time atleticano só perde o título se for derrotado por quatro gols.

Cruzeiro/Divulgação
No jogo deste domingo, o Atlético bateu
o Cruzeiro em uma final após 3 anos
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Para conquistar o bicampeonato estadual e salvar o seu primeiro semestre, já que está fora da Copa do Brasil, por ter sido eliminado no meio da semana pelo Brasiliense, o Cruzeiro está obrigado a uma missão difícil, pois terá de vencer por quatro gols de diferença, no mínimo, o seu tradicional rival. Os dois últimos gols da goleada foram marcados nos descontos, por Marcinho e Vanderlei. Além disso, O Cruzeiro terminou a partida com nove em campo.

O Atlético ficou muito perto de quebrar um jejum de quase sete anos sem ser campeão mineiro. A última vez que isso aconteceu foi em 2000. Desde 2004, a equipe atleticana não conseguia chegar nem mesmo à decisão, ficando apenas na semifinal, em ambas as ocasiões eliminado pelo rival cruzeirense.

No clássico deste domingo, o Atlético teve amplo domínio na maior parte do tempo. O Cruzeiro atuou com um jogador a menos desde os 37 minutos do segundo tempo. Gladstone, que já tinha o amarelo, fez falta por trás em Danilinho, quando o atacante adversário ficaria livre para finalizar e foi expulso. Além disso, o time atleticano fez dois, mas abusou do direito de perder gols.

Por "vergonha" como a forma que o Cruzeiro foi goleado pelo Atlético, por 4 a 0, neste domingo, no primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro, o técnico Paulo Autuori pediu demissão do cargo e não vai comandar o time nem ao menos na segunda partida da decisão do Estadual, no próximo final de semana. O presidente celeste, Alvimar de Oliveira Costa, revelou que tentou fazer o treinador rever sua posição, mas não teve sucesso.
AUTUORI PEDE DEMISSÃO
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O Atlético, que teve bola na trave e chances desperdiçadas no primeiro tempo, voltou ainda melhor para a etapa final e com 30 segundos marcou o seu gol. O alvinegro em seguida desperdiçou a oportunidade de ampliar e deu a possibilidade ao rival de equilibrar o jogo, mesmo sem fazer uma boa atuação. Mas na base da vontade, o time celeste cresceu de produção e teve chances para empatar. Aos 36min, Danilinho fez o segundo gol e nos descontos chegou à goleada.

Antes do jogo decisivo, domingo que vem, às 16h, no Mineirão, o Atlético terá mais um jogo importante, na quarta-feira, quando recebe no mesmo Estádio, o Botafogo, na partida de ida pelas quartas-de-final da Copa do Brasil. Já o Cruzeiro, que foi eliminado da competição nacional pelo Brasiliense, terá mais tempo de treinamento, antes de voltar a enfrentar o seu tradicional rival.

O jogo

O empate em 0 a 0 no primeiro tempo do clássico mineiro pode ser considerado um bom resultado para o Cruzeiro, que teve uma atuação pior que o adversário e ainda terminou a etapa inicial com 10 jogadores, já que o zagueiro Gladstone, aos 37min, oito minutos depois de ter levado o amarelo, foi expulso pelo árbitro Cléver Assunção Gonçalves, por fazer falta em Danilinho, que ficaria na cara do goleiro Fábio.

A partida começou truncada. Nos 12 primeiros minutos, tinham sido cometidas 12 faltas, sendo oito pelo Cruzeiro e quatro pelo Atlético. Até os 20 minutos, houve uma situação de equilíbrio, em que a bola rolou pouco e ficou mais concentrada no meio-campo. Somente duas finalizações tinham acontecido, uma para cada lado. Aos 3min, Danilinho desceu pela esquerda e bateu cruzado, mas Fábio pegou. Aos 5min, Araújo cruzou da esquerda e Fellype Gabriel chutou prensado com o marcador.

A partir do 20º minuto, o Atlético assumiu o controle do jogo e buscou mais o ataque. Aos 23min, por exemplo, Marcos chutou uma bola no travessão e aos 30min, houve a melhor oportunidade da etapa inicial, quando em um contra-ataque rápido, iniciado pelo goleiro Diego, Éder Luís fez boa jogada individual, chegou a passar por Fábio, mas finalizou mal e para fora.

O Cruzeiro, que entrou em campo com a vantagem de jogar por dois empates, pouco atacava e insistia na lenta troca de passes em sua intermediária. Somente Araújo, muito bem marcado por Rafael Miranda e Bilu, levava perigo à defesa atleticana, como aconteceu, aos 40min, quando já estava com um a menos. O artilheiro do Mineiro, com 11 gols, recebeu de Fellype Gabriel, que pouco depois saiu para a entrada do jovem Simões, e bateu bem, obrigando a defesa importante do goleiro Diego.

O Atlético voltou com a mesma formação, enquanto o Cruzeiro também não teve outra alteração, a não ser a entrada do jovem zagueiro Simões, campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Mal a bola rolou para a etapa final e o time atleticano abriu o placar. Geovanni perdeu a bola e Danilinho cruzou da direita, na cabeça de Éder Luís, que cabeceou de cima para baixo, vencendo Fábio, aos 30 segundos.

A partida começou mais ofensiva do que no primeiro tempo. Aos 2min, o Atlético quase ampliou, quando Ricardinho serviu a Éder Luís, que bateu de esquerda e Fábio defendeu bem. Com um jogador a menos e atrás no placar, o Cruzeiro também se mostrou mais agressivo. Em 5min, o time celeste já havia finalizado duas vezes, com Geovanni e Nenê, mas as duas para fora.

O Atlético seguia atacando, tentando ampliar o marcador, para ficar em situação ainda mais confortável para o segundo clássico. Apesar de criar várias chances, os jogadores atleticanos falhavam na finalização. Para dar maior força ofensiva ao Cruzeiro, o técnico Paulo Autuori recorreu a Maicosuel e Guilherme, exatamente os dois jogadores preteridos para o início do jogo, que entraram nas vagas de Geovanni e Nenê.

As mudanças melhoraram o rendimento do Cruzeiro, que, empurrado por seus torcedores, até então calados, passou a atacar mais o adversário. Aos 18min, Guilherme arriscou um chute, que levou perigo ao goleiro Diego. No minuto seguinte, foi a vez de Maicosuel criar e desperdiçar a chance de empatar o jogo.

Mas o Atlético voltou a se impor, desperdiçou uma série de chances e chegou ao segundo gol, aos 36min, quando Tchô lançou e Danilinho deu um balão no goleiro Fábio, dominou no peito e pôs a bola nas redes. Aos 42min, Danilinho provocou a segunda expulsão do Cruzeiro, quando ficaria livre e levou falta de Simões. O Atlético ainda marcou o terceiro, com Marcinho, cobrando pênalti, sofrido por ele. O quarto saiu aos 48, assinalado por Vanderlei, aproveitando a saída errada do adversário, em lance em que o goleiro Fábio estava de costas.

Atlético-MG
Diego, Coelho, Marcos, Lima e Ricardinho; Rafael Miranda, Bilu, Márcio e Danilinho; Éder Luís (Tchô) e Galvão
Técnico: Levir Culpi

Cruzeiro
Fábio, Gabriel, Luizão, Gladstone e Jonathan; Léo Silva, Ricardinho, Fellype Gabriel (Simões) e Geovanni (Maicosuel); Nenê (Guilherme) e Araújo
Técnico:Paulo Autuori

Data: 29/4/2007 (domingo)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Público: 38.644 pagantes
Renda: R$ 673.288,50
Árbitro: Cléver Assunção Gonçalves
Auxiliares: Alexandre Santos Conceição e Jair Albano Félix
Cartões amarelos: Fellype Gabriel, Léo Silva, Gladstone, Ricardinho (Cruzeiro); Marcos, Marcinho, Rafael Miranda, Danilinho (Atlético-MG)
Cartões vermelhos: Gladstone, Simões (Cruzeiro)
Gols: Éder Luís, aos 30 segundos, Danilinho, aos 36min, Marcinho, aos 46min do segundo tempo

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