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  29/04/2007 - 19h20
Expulsão de Julio Cesar 'desagrada' técnico do Botafogo

Da Redação
No Rio de Janeiro

Pela primeira vez desde que assumiu a camisa 1 do Botafogo, uma ação do jovem goleiro Júlio César não agradou ao técnico Cuca. Aos 12min do segundo tempo, o jogador se deparou frente a Renato. Em vez de aceitar ser driblado, cometeu o pênalti e, como era o último homem, acabou expulso.

COMO NA TAÇA GB
A lição da Taça Guanabara não foi totalmente aprendida pelo Botafogo. Assim como na primeira ocasião em que enfrentou o Flamengo (que terminou 3 a 3), ainda no primeiro turno do Estadual, o time do técnico Cuca voltou a recuar com a vantagem e permitiu a reação adversária.
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Com um a menos, a equipe do Botafogo se desestruturou e a pressão rubro-negra no segundo tempo se intensificou. "Às vezes, é melhor só levar o gol e continuar com 11 em campo", disse o técnico Cuca.

Apesar de não jogarem a culpa do empate sobre Júlio César, os jogadores alvinegros deram a entender que, se não fosse pela expulsão, o time teria possibilidades de deixar o Maracanã em vantagem para o confronto seguinte.

"A perda de um goleiro faz com que as coisas mudem. Como eles conseguiram fazer o gol na cobrança do pênalti, se empolgaram e partiram para cima", explicou o meia Lucio Flavio, escolhido pelo treinador Cuca para dar lugar ao goleiro reserva Max.

Em sua defesa, Julio César afirmou que o meia Renato se atirou, sendo injusta a marcação da penalidade e, conseqüentemente, a sua expulsão. "Eu nem encostei nele, que se jogou. Não foi pênalti", argumentou o camisa 1.

Max deve ser titular em Minas Gerais
Como Júlio César já está automaticamente suspenso para o confronto seguinte contra o Flamengo, o técnico alvinegro já anunciou que estuda a possibilidade de promover a entrada de Max na partida contra o Atlético-MG, nesta quarta.

Mesmo que a competição seja outra, Copa do Brasil, e Julio César esteja liberado para participar, Cuca tem o objetivo de oferecer ritmo de jogo a Max, para o segundo jogo contra o Flamengo.

"Existe essa possibilidade, mas ainda não é certo. Vamos analisar com calma", afirmou o comandante alvinegro.

A falha de Max no segundo gol do Flamengo não fez o técnico lhe recriminar, tampouco cogitar a possibilidade de barrá-lo para promover a entrada de Lopes no próximo confronto.

"Ele foi obrigado a entrar sem estar aquecido, sem tempo de jogo, por não atuar há alguns meses. Dessa forma, eles acabaram empatando o jogo", finalizou o treinador.


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