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02/05/2007 - 23h42
Atlético e Botafogo ficam no 0 a 0 em jogo de muita marcação
Da Redação Em Belo Horizonte
| MELHORES LANCES DA PARTIDA |
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 Joilson (esq.) tenta lance para o Botafogo | O primeiro tempo pode ser dividido em duas partes. Na primeira, até por volta dos 20 minutos, o Botafogo esteve melhor em campo, marcando em cima o adversário, tocando a bola e buscando a movimentação de seus jogadores de meio-campo e ataque. O Atlético limitava-se a assistir o time visitante jogar e não conseguia articular nenhuma jogada.
Apesar do domínio, o time do técnico Cuca não conseguia levar um perigo mais efetivo. Somente aos 12min, em cobrança de falta, o zagueiro Juninho acertou um chute forte, obrigando o goleiro Diego a uma boa defesa. Aos 17min, o lateral-direito Joílson teve outra chance de finalizar a gol, mas errou o alvo.
Aos poucos, o Atlético se encontrou, marcou melhor e, com isso, retomar a posse da bola. Nos 25 minutos finais, os donos da casa assumiram o controle do jogo e criaram as melhores chances. Na melhor oportunidade, o lateral-direito Coelho cruzou, e Éder Luís cabeceou a bola na trave. O mesmo atacante, aos 35min, fez boa jogada e bateu com perigo, mas para fora.
O goleiro Max, colocado por Cuca para ganhar ritmo para o clássico contra o Flamengo, quando o titular Júlio César cumprirá suspensão, teve trabalho apenas a partir da 2ª metade do 1º tempo, especialmente em bolas cruzadas sobre a área, sendo obrigado a intervir em três lances. Nos números, houve equilíbrio nas finalizações a gol -cinco do Atlético e quatro do adversário-, mas o alvinegro mineiro errou mais passes, 19 a 13, enquanto o Botafogo cometeu maior número de faltas: 11 a 8.
Os dois times voltaram com as mesmas formações para o segundo tempo. A exemplo da etapa inicial, o Botafogo começou melhor e atacando mais. Logo no 1º minuto, o meia Lúcio Flávio acertou bom chute, obrigando Diego a difícil defesa. Após uma pressão inicial dos visitantes, o Atlético conseguiu equilibrar novamente a situação. Aos 19min, Coelho desperdiçou ótima chance em cobrança de falta perto da área carioca, mandando a bola por cima do travessão.
A partida seguiu intensamente disputada com forte marcação dos dois times. O Botafogo tentava cadenciar o jogo, embora sem abrir mão do direito de atacar, como aos 25min, quando Zé Roberto criou boa possibilidade e bateu forte, em bola muito bem defendida pelo goleiro atleticano. Aos 28min, Juninho acertou outro chute e Digo evitou o gol. O Atlético, por sua vez, procurava acelerar o ritmo, mas esbarrava nos erros de passes e no bom posicionamento do adversário. |
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| VEJA FOTOS DA RODADA | ATLÉTICO: TABU DO 1º JOGO | DUPLA INVENCIBILIDADE EM MG | DIEGO QUERIA MAIS CHUTES | LEVIR ACHA EMPATE JUSTO | DODÔ DECEPCIONA NA 'FESTA' | MAX TEM BOA ATUAÇÃO | BOTA EM BRANCO PELA 1ª VEZ |
No único dos quatro confrontos pelas quartas-de-final da Copa do Brasil em que os dois times estavam invictos, Atlético-MG e Botafogo empataram em 0 a 0, nesta quarta-feira, no Mineirão, em resultado que manteve a condição dos dois clubes e confirmou a promessa de uma série muito equilibrada. O placar sem gols transfere a decisão para o Maracanã, na quinta-feira da próxima semana.
No jogo da volta, um novo empate em 0 a 0 leva a decisão para os pênaltis, enquanto a igualdade com gols, a partir de 1 a 1 classificará o Atlético para as semifinais da competição. Para ficar com a vaga de forma direta, o Botafogo terá de vencer, por qualquer marcador. O time que seguir na Copa do Brasil continuará sua caminhada em busca de um título inédito.
O empate em 0 a 0 chega a surpreender, principalmente pela expectativa criada em função da força ofensiva do Botafogo, que marcou 55 gols na atual temporada, e também do próprio Atlético, que balançou as redes dos adversários em 34 ocasiões e que vinha de uma goleada sobre o rival Cruzeiro, por 4 a 0, quando ficou perto da conquista do título mineiro, quebrando um jejum de quase sete anos, já que pode perder por até três gols de diferença.
Já o alvinegro carioca terá de vencer o rival Flamengo, se quiser comemorar o título estadual, no próximo domingo. No primeiro jogo, o time do técnico Cuca vencia por 2 a 0, mas deixou o tradicional oponente empatar. Nova igualdade, por qualquer número de gols, provocará a decisão por pênaltis.
Como os dois alvinegros estão envolvidos em decisão de seus estaduais, ambos deixarão de lado, temporariamente, esse confronto, para voltarem suas atenções para o âmbito local. A expectativa é que no segundo jogo, o Maracanã seja palco de uma disputa entre dois campeões regionais. Quem sobreviver a esse confronto enfrentará o ganhador de Náutico e Figueirense.
O empate no Mineirão, no jogo de ida, manteve a invencibilidade de Botafogo e Atlético, que não perdem há 10 e seis jogos respectivamente, levando-se em conta jogos dos estaduais e também da Copa do Brasil. Ambos seguem sem perder também na competição nacional.
Antes de a bola rolar no Mineirão, uma outra modalidade esportiva concentrou a atenção dos mais de 35 mil torcedores atleticanos. Os jogadores, integrantes da comissão técnica e dirigentes do Telemig Celular/Minas, tetracampeões da Superliga Masculina de Vôlei, foram homenageados pela diretoria do Atlético, com direito a volta olímpica e tudo. "Foi muito emocionante, entrar aqui e ser recebido com os gritos de é campeão", afirmou o técnico Mauro Grasso.
Com a bola rolando, o jogo ficou aquém da expectativa. Foi uma partida, nos dois tempos, de muita marcação, em que as duas equipes pareciam se respeitar excessivamente. Jogadores como o meia Marcinho, o destaque atleticano na temporada, e o atacante Dodô, artilheiro botafoguense e aniversariante da noite, completando 33 anos, tiveram atuações discretas. ATLÉTICO-MG Diego; Coelho, Marcos, Lima e Ricardinho; Rafael Miranda, Bilu, Marcinho e Danilinho; Éder Luís (Tchô) e Galvão (Vanderlei) Técnico: Levir Culpi.
BOTAFOGO Max; Joílson, Alex, Juninho e Vagner; Túlio, Leandro Guerreiro, Lúcio Flávio e Zé Roberto (Ricardinho); Jorge Henrique (Luiz Mário) e Dodô (André Lima) Técnico: Cuca
Data: 2/5/2007 (quarta-feira) Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Público: 40.225 pagantes Renda: R$ 455.085 Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR) Auxiliares: Roberto Bratz (PR) e Gilson Bento Coutinho (PR) Cartões amarelos: Ricardinho, Marcos (Atlético-MG); Alex, Túlio, Juninho, Vagner, Zé Roberto (Botafogo)
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