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08/05/2007 - 08h56

Maradona acusa governo de espalhar notícia de sua morte

Das agências internacionais Em Buenos Aires (Argentina)
O ídolo argentino Diego Maradona afirmou na última segunda-feira, em um programa televisivo em seu país, acreditar que membros do governo lançaram rumores sobre sua morte há duas semanas para desviar a atenção de assuntos complicadores de sua administração. Segundo o ex-jogador, está buscando os responsáveis pela divulgação desta versão.

EFE
Maradona (esq.) recebeu até chuva de papel na recepção do programa de TV
"Mataram-me muitas vezes. Não sei quem pode ter dado esta notícia, porque não estive em nenhum momento para morrer. Juro por minhas filhas, que é o que mais prezo", afirmou Maradona, que recebeu alta da clínica psiquiátrica onde esteve internado nas últimas semanas.

"Ouvi dizer que a notícia foi difundida pela rádio Nacional (do Estado), depois me disseram que quem fez foi o governo para camuflar uma situação delicada. Para camuflar o quê? Se eu não fiz nada a (Nestor) Kirchner", disse o ex-jogador sobre o presidente de seu país.

Maradona amenizou suas declarações dizendo ter "respeito" por Kirchner e por seu ministro do Interior, Aníbal Fernández, com quem tem "um bom relacionamento", mas assegurou que "não coloca as mãos no fogo" pelos demais membros de seu governo.

"Se quiserem se salvar comigo, não poderão. Eu estou vivo e quero seguir vivendo", afirmou Maradona. "Estou buscando os responsáveis por esta versão, e vou até o fim", advertiu. "Não se pode dizer assim que uma pessoa está morta". Maradona disse que está buscando a pessoa responsável pela divulgação da notícia nos meios de comunicação através de seus advogados.

Desde o dia 28 de março Maradona esteve internado em uma clínica psicológica se recuperando de uma crise hepática e do alcoolismo. Ele está agora hospedado em um sítio da família de sua noiva, nos arredores de Buenos Aires.

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