11/05/2007 - 01h36
Presidente do Atlético-MG pede punição severa para Simon
Da Redação
Em Belo Horizonte
O presidente Ziza Valadares disse, após o jogo em que o Atlético foi eliminado da Copa do Brasil, pelo Botafogo, que não aceita mais a presença do árbitro Carlos Eugênio Simon em jogos do clube mineiro. O dirigente atleticano afirmou, após a derrota do seu time, por 2 a 1, nesta quinta-feira, no Maracanã, interpretar a não marcação de um pênalti sobre Tchô, aos 48 minutos do segundo tempo, como "má intenção".
"Não pode ser um juiz com a experiência que ele tem, com a velhice que ele já tem, que erre aos 45 minutos do segundo tempo da maneira grosseria como errou. Não interpreto como erro, interpreto de outra maneira, como alguém que estava ali especificamente com uma finalidade. É absurdo que façamos um trabalho lutando com tantas dificuldades para uma pessoa só, quse em cima da bola, não dar um pênalti claríssimo", desabafou.
Segundo Ziza Valadares, não só o Maracanã inteiro viu, mas todo o Brasil. Ele pediu ao diretor da comissão de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol, Edson Rezende, punição a Carlos Eugênio Simon e disse que o juiz vai ficar com essa "mancha" para sempre em sua carreira. "É preciso punir, isso é inaceitável, estamos indignados, vamos protestar", salientou.
"Quero dizer ao seu Edson Rezende, que é quem escala os juízes e é um homem de bem, que deu entrevista semana passada dizendo que tinha escolhido os melhores para a semifinal, que para nós não foi o melhor, para nós foi aquele que nos assaltou e tirou o Atlético da seqüência do Campeonato", afirmou.
"No lance específico ele foi absolutamente mal intencionado. Ele estava a um metro do lance e não deu o pênalti que todo o Brasil viu. Não há vantagem em pênalti, não tivemos a vantagem, porque não redundou em gol, ele tinha que dar o pênalti que foi claríssimo", comentou o presidente, que pediu para que Simon seja "encostado". "O Atlético não quer vê-lo em nenhum jogo, porque fomos esbulhados e isso nós não aceitamos", destacou.