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13/05/2007 - 18h04

Atlético vence Náutico em jogo dramático, com gol aos 50 minutos

Da Redação
Em Belo Horizonte
No "confronto dos prejudicados" pela arbitragem nas quartas-de-final da Copa do Brasil, de acordo com a definição do técnico Paulo César Gusmão, do Náutico, o Atlético venceu com um gol de cabeça de Germano, aos 5omin do segundo tempo. Dessa forma, o Atlético sofreu, mas conseguiufazer prevalecer o mando de campo, tradicionalmente o seu ponto forte, e venceu por 2 a 1 a equipe pernambucana, na tarde deste domingo, no Mineirão, em jogo que marcou a volta de ambos à elite do futebol brasileiro.

Na dependência de uma conversa que acontecerá na manhã desta segunda-feira, Vágner Mancini, que levou o Paulista ao título da Copa do Brasil de 2005 e que está nos Emirados Árabes, poderá ser anunciado como o substituto de Levir Culpi. O presidente Ziza Valadares, que prevê uma definição até às 12h desta segunda-feira, confirma esse nome como um dos dois com quem o clube alvinegro está negociando.

"Amanhã (segunda-feira), às 8h30, tenho uma reunião no Atlético e vamos tentar dar uma definição. Estamos com dois nomes no gatilho, vamos ver se resolvemos isso amanhã cedo, acredito que até ao meio-dia eu mato o problema", salientou Ziza Valadares, após a vitória do seu time sobre o Náutico, por 2 a 1, no Mineirão, na estréia no Brasileiro.

O dirigente só confirmou um dos dois nomes: Vágner Mancini. "Já conversamos com ele no exterior, estamos conversando com um outro vai depender muito de quanto tempo uma pessoa pode assumir, é isso que estamos avaliando", destacou.
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O efeito da desclassificação atleticana na outra competição nacional, em que a não marcação por Carlos Eugênio Simon de um pênalti de Alex em Tchô, que poderia dar o empate em 2 a 2 e garantir a vaga ao time mineiro, estava presente no Mineirão de diferentes maneiras. Em faixas com dizeres irritados dirigidos ao árbitro gaúcho, no coro provocativo dos torcedores, igualmente destinados ao juiz e numa faixa vermelha de protesto preso aos braços dos jogadores do Atlético e nos integrantes da comissão técnica.

Essa espécie de clima de ressaca, que afastou o fiel torcedor atleticano - apenas 5.116 pagantes -, comprometeu o início de jogo do Atlético, que foi presa fácil para o Náutico no começo do primeiro tempo. A equipe pernambucana, que protesta com veemência pela anulação de quatro gols contra o Figueirense, pelo árbitro Heber Roberto Lopes, que custaram a eliminação da Copa do Brasil, entrou em campo bem mais ligada.

O zagueiro Marcos, capitão do Atlético, admitiu que o início de jogo do seu time foi ruim, "talvez" ainda sentindo a eliminação da Copa do Brasil, pelo Botafogo. "Nosso time teve mais volume de gol, levamos um gol muito fácil, mas o bom é que tivemos reação para empatar o jogo. Não nos encontramos nos primeiros 20 minutos, mas depois sim, tomamos conta do jogo", disse.

Ainda sem técnico, quase uma semana após a oficialização da saída de Levir Culpi, que foi para o Cerezo Osaka, do Japão, o Atlético foi pela segunda vez comandado, de forma interina, pelo assistente Cleocir dos Santos, o Tico, que admitiu preocupação com o aspecto emocional da sua equipe. Já Paulo César Gusmão, antigo conhecido do torcedor mineiro, por ter comandado o Cruzeiro duas vezes, demonstrou mais uma vez que se sempre complica o lado atleticano.

A ausência do meia Marcinho, o seu principal jogador e que está contundido no tornozelo esquerdo, também fez falta, dificultando a criação das jogadas ofensivas, já que o volante Germano, que o substituiu, tem características mais defensivas. Pelo lado do Náutico, o uruguaio Acosta e o camisa 10 Marcel, ambos jogadores habilidosos, faziam a diferença. Apesar disso, Germano foi o herói do jogo.

O empate na reestréia atleticana na Série A, era tudo o que não queriam os jogadores do time mineiro, e por isso o Atlético não desistiu até fazer o seu gol. Os jogadores do Náutico reclamaram muito dos sete minutos de descontos da arbitragem. O Atlético fará dois jogos como visitante, na seqüência, contra Botafogo e Corinthians, nas próximas rodadas da competição. Já o Náutico receberá, no Estádio dos Aflitos, em Recife, São Paulo e Vasco, nos seus próximos compromissos.

O jogo

A volta de Atlético e Náutico ao Brasileirão começou de uma forma que dificilmente as duas torcidas poderiam esperar. O time da casa perdido em campo, sem conseguir jogar e a equipe visitante com o controle da partida e atacando com grande perigo. Tanto que aos 5min, Felipe, atacante de triste memória para os atleticanos nos 3 a 0 do seu time ano passado, pela Série B, acertou o travessão, após ligeiro desvio do goleiro Diego.

O Atlético tentou a resposta com um bom ataque, no minuto seguinte, mas que Bilu finalizou fraco e torto. Para decepção geral da torcida atleticana, o Náutico saiu na frente, aos 9min. O meia uruguaio Acosta cobrou falta do lado direito do seu ataque. Com a perna esquerda ele cruzou, mas a bola foi em direção ao gol e entrou nas redes atleticanas, depois de quicar no gramado. O goleiro Diego ficou imóvel, sem ao menos tentar a defesa.

O "apagão" atleticano durou mais nove minutos, período em que o Náutico criou e desperdiçou duas ótimas chances, aos 10min e 11min, com Felipe e Marcel, respectivamente, que obrigaram Diego a duas boas defesas. Os jogadores atleticanos assistiam o adversário jogar. Aos 18min, no entanto, Coelho fez grande jogada individual pela direita e bateu de esquerda obrigando Gléguer a difícil defesa para escanteio.

Esse lance acordou os donos da casa, que entraram no jogo. O crescimento do alvinegro resultou no gol de empate, aos 26min, também em cobrança de falta. Coelho cruzou e Lima desviou de cabeça. O Atlético ainda teve outras oportunidades para desempatar, como aos 36min, quando Ricardinho tabelou bem com Galvão, mas bateu fraco de direita, facilitando a defesa para Gléguer. Nos 45 minutos iniciais, o time atleticano concluiu sete vezes a gol, contra cinco do time adversário.

Os dois times voltaram com a mesma formação para o segundo tempo. E a partida continuou equilibrada e intensamente disputada, com muita marcação. O Atlético atacava mais, mas abria espaços para contra-ataques do Náutico, que constantemente levava perigo. Aos 9min, por exemplo, Diego impediu que o lateral-direito Sidny colocasse o seu time em vantagem.

Aos 15min, a insatisfação do técnico interino com o setor ofensivo atleticano ficou evidente, quando tirou Éder Luís e Galvão para as entradas de Tchô e Vanderlei. Logo em seu primeiro toque na bola, o novo centroavante quase marcou, desviando uma bola, que foi defendida por Gléguer. Logo depois, Danilinho arriscou um chute de longe, para defesa segura do camisa 1.

O Náutico ficou com 10 jogadores, por volta dos 25min, quando o zagueiro Cris, que já tinha amarelo, foi expulso. PC Gusmão tirou o atacante Beto e colocou Valença para recompor a defesa. O Náutico fez muita cera, tentando segurar o empate, enquanto o Atlético pressionou muito e conseguiu o gol apenas aos 50min, quando Germano, de cabeça, garantiu a vitória sofrida. Ao final, os atletas do Náutico cercaram o árbitro Elmo Rezende, protestando muito.

Atlético-MG
Diego, Coelho, Marcos, Lima (Vinícius) e Ricardinho; Rafael Miranda, Bilu, Germano e Danilinho; Éder Luís (Tchô) e Galvão (Vanderlei)
Técnico: Tico

Náutico
Gléguer; Sidny, Alysson, Cris e Deleu; Elicarlos (Walker), Vágner Rosa, Marcel e Acosta; Beto (Valença) e Felipe (Marcelinho)
Técnico: Paulo César Gusmão

Data: 13/5/2007 (domingo)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Público: 5.116 pagantes
Renda: R$ 65.804,50
Árbitros: Elmo Alves Resende e Cunha (GO)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Jesmar Benedito Miranda de Paula (GO)
Cartões amarelos: Danilinho, Rafael Miranda (Atlético-MG); Acosta, Cris (Náutico)
Cartões vermelhos: Cris (Náutico)
Gols: Acosta, aos 9min, Lima, aos 26min do primeiro tempo; Germano, aos 50min do segundo tempo

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