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De Roberto Dinamite a Leandro Amaral, passando por Ronaldo, Edmundo, Euller e Alex Dias, Romário agradece a todos os parceiros que o ajudaram na caminhada até o "milésimo" gol. Contudo, o centroavante não esconde que Bebeto, companheiro de ataque na seleção brasileira que conquistou a Copa de 1994, foi sua melhor dupla.
Tanto que Romário fez um agradecimento público a todos os parceiros, mas principalmente a Bebeto. "Agradeço muito a todos que estiveram comigo. Tive grandes companheiros como Euller, Alex Dias e Ronaldo. Mas, para mim, o que mais me ajudou foi o Bebeto", disse Romário.
Com a camisa verde e amarela, juntos, Bebeto e Romário conquistaram, além da medalha de prata nas Olimpíadas de 1988, a Copa do Mundo de 1994 e a Copa América de 1989. Eles também chegaram a formar dupla no Flamengo, mas por pouco tempo - Romário se transferiu para o Valencia pouco depois da chegada de Bebeto, em 1996. Ainda pela seleção brasileira, Romário também editou uma parceria de sucesso com Ronaldo. Juntos, eles conquistaram a Copa América e a Copa das Confederações, ambas em 1997. Além disso, obtiveram um ótimo retrospecto: 14 vitórias em 19 jogos disputados. Entre tapas e beijos com Edmundo Fora Bebeto, o parceiro de ataque que mais marcou a carreira de Romário - mais pela convivência entre tapas e beijos fora de campo do que pelo desempenho da dupla no gramado - foi Edmundo. O não menos polêmico jogador transitou entre o grupo de "peixes" (expressão usada pelo Baixinho para se referir aos amigos) e desafetos de Romário. Em 1995, quando compuseram o frustrado "ataque dos sonhos" com Sávio, no Flamengo, eles chegaram a formar uma parceria quase inseparável, que se estendeu até à música, com o "rap dos bad boys". Mas a amizade começou a acabar por vaidades - tanto por prestígio, na área esportiva, quanto por dinheiro, na musical. Edmundo começou a reclamar que Romário tinha privilégios demais no Flamengo e, rapidamente, ambos pararam de se falar. Naquele ano, o Baixinho não foi artilheiro de nenhum torneio. "Pior ataque do mundo: Sávio, Romário e Edmundo. Essa musiquinha até que era bonita. Mas não sei porque não deu certo. Talvez por vaidade, por um querer aparecer e fazer mais do que o outro. Além disso, aquele ano não era do Flamengo. Deu tudo errado. Foi um ano realmente negativo", admitiu Romário em entrevista à TV Globo. "Mas que tinha tudo para dar certo tinha. Apesar de serem três jogadores da mesma posição, os três tinham características diferentes. O Sávio jogava pela ponta esquerda, o Edmundo pela direita e eu pelo meio", continuou. Após a saída de Edmundo, em 1996, Romário fez boa dupla de ataque com Sávio no Flamengo. Juntos, eles conquistaram o Campeonato Estadual de 1996 de forma invicta pelo time rubro-negro. E o astro foi artilheiro do certame. Apesar das desavenças entre Romário e Edmundo no Flamengo, o Vasco apostou na reedição da dupla em 2000, para a disputa da primeira edição do Mundial de Clubes da Fifa. Mais uma vez, a parceira não rendeu títulos e sofreu rusgas. Mesmo com tudo isso, o Fluminense reuniu a dupla pela terceira vez em 2004. No início, eles ensaiaram uma trégua. Mas a fogueira de vaidades no grupo foi alimentada ainda mais com a presença de outros "medalhões" como Roger e Ramon - que travavam uma disputa velada pela camisa 10 com Edmundo. Assim, Romário e Edmundo não ficaram sozinhos no foco das polêmicas nas Laranjeiras, o que não deu tanta repercussão na mídia às desavenças entre os controversos jogadores. Com Euller, recorde de gols num ano No entanto, após as parceiras frustradas com Edmundo, Romário voltou a ter bons companheiros de ataque. Por sinal, entre 2000 e 2002, ele conheceu um dos melhores. Euller, que contribuiu para muitos gols do Baixinho: "Me sinto muito honrado em tê-lo ajudado a chegar a essa marca", comentou Euller. Com muita velocidade, Elluer corria pelo colega pelos flancos e dava muitas assistências para o camisa 11. Tanto que, atuando ao lado de Euller, Romário foi artilheiro dos Campeonatos Brasileiros de 2000 e 2001, além da Copa Mercosul de 2000. Além isso, o astro alcançou seu recorde de gols em uma temporada. Em 2000, balançou as redes 73 vezes em 75 partidas - seu melhor desempenho como profissional. "Optei por ir para o Vasco em 2000 por causa das nossas características. Sempre achei que poderia dar certo, como de fato deu. Tenho facilidade para fazer assistências e ele para finalizar. Isso casou perfeitamente", disse Euller. "Igual a ele, na área, sinceramente, nunca vi. O posicionamento dele dentro da área facilitava muito para mim. O Romário também me ajudou bastante", acrescentou o "Filho do Vento". Na reta final, Alex Dias e Leandro Amaral ajudam Mais tarde, em 2005, Romário conheceu outro parceiro de ataque com quem formou uma dupla eficaz. Ao lado de Alex Dias, o Baixinho tornou-se artilheiro do Campeonato Brasileiro, mesmo com quase 40 anos de idade, com 22 gols. "Jogar com ele foi a realização de um sonho. Eu sempre fui fã do Romário, que é um jogador totalmente diferenciado. Além disso, fiquei amigo dele no tempo em que nós convivemos. Ele também mostrou ser uma excelente pessoa", avaliou Alex Dias. Após se aventurar nos EUA e na Austrália em 2006, Romário voltou ao Vasco em 2007. Desde o início de fevereiro, ele forma dupla de ataque com Leandro Amaral, que ajudou na corrida final pelo "milésimo" gol. Na partida contra o Volta Redonda, pelo Campeonato Estadual do Rio, por exemplo, Leandro Amaral deu passes para dois dos três gols marcados por Romário. "O Leandro Amaral é um cara que me ajudou demais e eu só tenho a agradecer. Não estou convocando ninguém, mas acho que o Dunga [técnico da seleção brasileira] já podia começar a olhar. Ele é um dos melhores atacantes que atuam no Brasil atualmente", classificou Romário. "É uma satisfação muito grande poder ajudar ele a fazer gols. Ele é um mito do futebol, um jogador diferenciado. Por onde passou, sempre fez muitos gols e história. É um dos melhores atacantes que já vi jogar. Dentro da área, qualquer bola que ele receber, seja no alto, ou embaixo, ele é praticamente 100%", comentou o atual parceiro de ataque de Romário. A ajuda de Leandro Amaral a Romário, aliás, rendeu até uma reclamação do camisa 11. "Eu tenho 41 anos e os caras ficam me procurando em campo. Mas se eles saem dez metros na frente, como eu vou acompanhar? Eu mandei os caras pararem de tentar passar a bola para mim. Tem de fazer o gol", revelou o veterano atacante. *Colaborou Anderson Gomes UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |