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20/05/2007 - 19h39

Carioca da gema, Romário põe em evidência seus 'points' no Rio

Vinícius Barreto Souto
No Rio de Janeiro
Carioca típico, Romário mostrou seu amor pelo Rio de Janeiro quando trocou o Barcelona pelo Flamengo, em 1995, no auge da carreira. O atacante, que na época era o melhor jogador do mundo, abriu mão dos salários astronômicos do futebol europeu para receber um pouco menos no Brasil, mas sabia que teria a vida que pediu a Deus em sua cidade natal.

Folha Imagem
No Flamengo, com Edmundo de parceiro, Romário era figura fácil na noite carioca
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Especialmente na Barra da Tijuca, bairro nobre da zona oeste do Rio de Janeiro. Lá, o Baixinho nascido na favela, que anda com jeito de malandro, construiu a sede do seu "reino" após voltar da Europa com a independência financeira. Era o local em que reunia (e reúne) seus "peixes" - como chama os amigos íntimos - para se divertir na praia e nas noitadas, muitas vezes flagrado pela mídia.

Durante o dia, a principal atividade de lazer era o futevôlei. As animadas partidas sempre foram realizadas numa rede armada em frente ao quiosque Viajandão, no posto 8 da praia da Barra. Lá, seus "peixes" comiam, bebiam e se divertiam bastante com muito pagode ao lado do Baixinho, que atraía uma multidão ao lugar.

Ao lado de outros "boleiros" famosos, como Renato Gaúcho e Edmundo, e celebridades da televisão, como o ator Eri Johnson, Romário tornou o local nacionalmente famoso. Até cena de novela já foi gravada no Viajandão.

Muitas noitadas
A Barra da Tijuca também foi sede de outro patrimônio de Romário, além de sua luxuosa cobertura. Freqüentador assíduo das noitadas, o atacante decidiu abrir sua própria boate no bairro.

O Café do Gol foi inaugurado em 1999 e marcou uma das maiores polêmicas criadas pelo Baixinho "marrento". Foi lá que o jogador, chateado com o corte da seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1998, mandou pintar caricaturas irônicas de Zico e Zagallo nas portas dos banheiros.

Na sua boate, Romário gostava de brincar de DJ. Admirador do hip-hop, o atacante assumia a mesa de som e colocava suas músicas prediletas. No entanto, em 2001, o jogador teve de fechar seu "playground" por problemas com o fisco - atacante teria uma dívida de R$ 1,3 milhão referente ao IPTU.

Mas as noitadas de Romário e seus "peixes" não ficavam (nem ficam) restritas à Barra da Tijuca. O astro também já foi flagrado circulando por boates da zona sul e vários bairros do Rio, como Niterói, Búzios e Cabo Frio, onde abriu outra casa noturna pouco tempo depois de fechar o Café do Gol. Talvez por tudo isso, o atacante só atuou por clubes cariocas no Brasil.

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