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Carioca típico, Romário mostrou seu amor pelo Rio de Janeiro quando trocou o Barcelona pelo Flamengo, em 1995, no auge da carreira. O atacante, que na época era o melhor jogador do mundo, abriu mão dos salários astronômicos do futebol europeu para receber um pouco menos no Brasil, mas sabia que teria a vida que pediu a Deus em sua cidade natal.
Durante o dia, a principal atividade de lazer era o futevôlei. As animadas partidas sempre foram realizadas numa rede armada em frente ao quiosque Viajandão, no posto 8 da praia da Barra. Lá, seus "peixes" comiam, bebiam e se divertiam bastante com muito pagode ao lado do Baixinho, que atraía uma multidão ao lugar. Ao lado de outros "boleiros" famosos, como Renato Gaúcho e Edmundo, e celebridades da televisão, como o ator Eri Johnson, Romário tornou o local nacionalmente famoso. Até cena de novela já foi gravada no Viajandão. Muitas noitadas A Barra da Tijuca também foi sede de outro patrimônio de Romário, além de sua luxuosa cobertura. Freqüentador assíduo das noitadas, o atacante decidiu abrir sua própria boate no bairro. O Café do Gol foi inaugurado em 1999 e marcou uma das maiores polêmicas criadas pelo Baixinho "marrento". Foi lá que o jogador, chateado com o corte da seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1998, mandou pintar caricaturas irônicas de Zico e Zagallo nas portas dos banheiros. Na sua boate, Romário gostava de brincar de DJ. Admirador do hip-hop, o atacante assumia a mesa de som e colocava suas músicas prediletas. No entanto, em 2001, o jogador teve de fechar seu "playground" por problemas com o fisco - atacante teria uma dívida de R$ 1,3 milhão referente ao IPTU. Mas as noitadas de Romário e seus "peixes" não ficavam (nem ficam) restritas à Barra da Tijuca. O astro também já foi flagrado circulando por boates da zona sul e vários bairros do Rio, como Niterói, Búzios e Cabo Frio, onde abriu outra casa noturna pouco tempo depois de fechar o Café do Gol. Talvez por tudo isso, o atacante só atuou por clubes cariocas no Brasil. |