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Romário, enfim, chegou ao seu "milésimo" gol na carreira. Neste domingo, em São Januário, contra o Sport, o atacante, de pênalti - assim como Pelé em 1969 - colocou fim à agonia que já durava mais de um mês.
Aos dois minutos do segundo tempo, o meia Abedi cruzou na área e o zagueiro Durval cortou o lance com a mão. O árbitro Giuliano Bozzano marcou pênalti. O centroavante, que já havia declarado que pretendia marcar de pênalti o "milésimo", pegou a bola e ajeitou na marca. A torcida, de pé, gritava o nome do ídolo. Mascando chiclete e aparentando tranqüilidade, Romário correu para a bola e deslocou o goleiro Magrão, cobrando em seu canto direito, enquanto o camisa 1 do Sport caiu para o lado esquerdo. "Alguns falaram para eu parar, outros para eu continuar. Minha vida sempre foi assim, uns acreditando e outros não", declarou Romário. Logo após o gol, o atacante correu para o fundo da rede e pegou a bola. Foi abraçado por todos os companheiros e em seguida cercado pelos repórteres. Pouco tempo depois, recebeu das mãos de sua mãe, dona Lita, uma camisa comemorativa ao milésimo. O camisa 11, chorando muito, ainda foi abraçado por filhos e esposa e entregou para Romarinho, seu filho homem mais velho, a bola do "milésimo" gol. Foi então que o presidente do clube, Eurico Miranda, entrou em campo, afastou os jornalistas e pediu para Romário dar uma volta olímpica. Ovacionado pela torcida e ainda chorando muito, o atacante correu em torno do campo de São Januário. "É algo histórico para mim e para o futebol mundial. Eu corri muito atrás desse gol, mas achei que poderia não acontecer. Comecei a me dedicar do meu modo para atingir essa marca e hoje cheguei a ela com a Benção de Deus", comentou o craque. Somente 16 minutos depois de ter feito o "milésimo", o jogo foi reiniciado, com Romário em campo, e os torcedores vascaínos pediram, em coro, "mais um!". |