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O São Paulo iniciou mal o projeto que foi decisivo para a conquista do último Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o time tricolor foi até Recife e acabou sendo derrotado pelo Náutico por 1 a 0, mantendo o tabu de nunca ter triunfado diante da equipe alvirrubra no estádio dos Aflitos.
Apesar de levar vantagem no confronto geral - com esta, foram 13 partidas oficiais entre as duas equipes, sendo duas vitórias do Náutico, quatro empates e sete triunfos do São Paulo - o clube do Morumbi seguiu sem conquistar três pontos quando atua na casa deste rival.
Com o resultado, o São Paulo estacionou nos três pontos, conquistados no último sábado, quando bateu o Goiás por 2 a 0 na estréia. Já o Náutico somou sua primeira vitória na competição, depois do revés na primeira rodada contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte. A partida foi repleta de simbologias. Além de marcar o primeiro contato do Náutico com sua torcida na volta à elite do futebol nacional, 12 anos após a queda para a segunda divisão, representou também um reencontro emocionante de Muricy Ramalho com o time que dirigiu em duas oportunidades. Em 2001 e 2002, Muricy participou do processo de reconstrução da equipe pernambucana, que estava há mais de uma década sem conquistar títulos. Além do troféu estadual logo no primeiro ano, conquistou o bi na seqüência, fato que não ocorria nos Aflitos desde as temporadas 1984/1985. Antes do apito inicial, o comandante são-paulino entrou em campo com um buquê de flores e recebeu uma placa com o título honorário de conselheiro vitalício do Náutico. Quando a bola rolou, muitas dificuldades encontradas por ambas as equipes. Com a mesma escalação que iniciou a partida na estréia diante do Goiás, situação que causou bastante polêmica porque ela teria sofrido interferência do presidente Juvenal Juvêncio, o São Paulo levou algum perigo à meta defendida por Gléguer somente por intermédio de bolas paradas. Com o esquema 3-5-2 montado, os alas Jorge Wagner e Ilsinho tiveram liberdade para atacar, o que ocasionou espaços tanto pelo lado esquerdo, quanto pelo direito. Paulo César Gusmão, técnico do Náutico, então, buscou explorar esta deficiência do sistema defensivo adversário com Beto e Marcel, mas não chegou a ser efetivo. Na etapa final, Muricy Ramalho recorreu a Aloísio, que substituiu Borges, em busca de uma referência na frente. Com ele, o time cresceu e passou a criar oportunidades, principalmente com Ilsinho. Mas o projeto ruiu aos 20min, quando o atacante foi expulso por reclamação. "Mandei marcar a falta, e ele [árbitro] me expulsou. Os zagueiros deles fazem a falta e ele dá. E do nosso lado, não", esbravejou Aloísio, em referência ao lance com o meio-campista Acosta, que resultou no cartão vermelho. Com um jogador a mais, o Náutico se lançou ao ataque. PC Gusmão realizou todas as alterações possíveis e viu Acosta, que sentia lesões e não podia mais ser substituído, anotar aos 33min, decretando o resultado final. Ambas as equipes voltam a campo no próximo domingo, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Às 16h, o São Paulo disputará o seu primeiro clássico da competição nacional ao recebe o Palmeiras, que mantém aproveitamento irretocável até então. Já o Náutico permanece em Recife, onde recebe o Vasco, de Romário, que alcançou seu "milésimo" gol neste fim de semana, contra o Sport. NÁUTICO Gléguer; Sidny (Baiano), Alyson, Valença e Deleu; Elicarlos, Vagner Rosa (Daniel Sobralense), Marcel e Acosta; Beto (Fábio Saci) e Felipe Técnico: Paulo César Gusmão SÃO PAULO Rogério Ceni; Alex Silva, Miranda e André Dias; Ilsinho, Josué, Hernanes (Souza), Hugo e Jorge Wagner; Dagoberto (Leandro) e Borges (Aloísio) Técnico: Muricy Ramalho Local: estádio dos Aflitos, em Recife (PE) Árbitro: Washington José Alves de Souza (AM) Auxiliares: Basílio Monteiro da Silva e Djalma Silva de Souza (ambos do AM) Cartões amarelos: Deleu (NAU), Sidny (NAU), Ilsinho (SÃO), Alex Silva (SÃO), Josué (SÃO), Vagner Rosa (NAU), Dagoberto (SÃO), André Dias (SÃO) Cartão vermelho: Aloísio (SÃO) Gol: Acosta, aos 33min do segundo tempo |