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21/05/2007 - 13h15

Zetti quer manter união como ponto forte no Atlético-MG

Luiza Oliveira
Em Belo Horizonte
Se depender do novo treinador do Atlético-MG, o ex-goleiro Zetti, apresentado oficialmente nesta segunda-feira, a união do grupo alvinegro, considerada fundamental na conquista da Série do Campeonato Brasileiro de 2006 e do Campeonato Mineiro 2007, será mantida para a seqüência do Campeonato Brasileiro.

Divulgação/Atlético-MG
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Com o discurso de dar continuidade ao trabalho implantado por Levir Culpi, que deixou o Atlético após a conquista do Mineiro e se transferiu para o Cerezo Osaka, do Japão, Zetti aposta no convívio saudável com os atletas, na base mesmo da amizade, sem, no entanto, perder o respeito.

"Eu trabalho muito com motivação, gosto da psicologia e de ser amigo do atleta. A primeira coisa que eu falo para os jogadores é que eu não quero que tenham medo de mim, mas, sim, respeito. Isso vem dando certo nos clubes que trabalhei, apesar de ter uma carreira curta", observou.

Zetti iniciou a carreira de técnico em 2003, quando levou o Paulista de Jundiaí ao vice do Campeonato Paulista. Em 2004, trabalhou no Guarani, de Campinas, e no Fortaleza, onde chegou, também, a vice-campeão da Série B do Campeonato Brasileiro, o que valeu o acesso do clube cearense à Primeira Divisão do futebol brasileiro. No ano seguinte, passou por São Caetano e Bahia, Em 2006, comandou a Ponta Preta.

Este ano, o ex-goleiro do São Paulo assumiu o Paraná Clube no lugar de Caio Júnior, que foi para o Palmeiras, com a responsabilidade de disputar a Copa Libertadores. Porém, o time paranista não passou das oitavas-de-final, quando foi eliminado pelo Libertad, do Paraguai. No Campeonato Paranaense, perdeu o título para o desconhecido Paranavaí.

O Paraná começou, no entanto, bem o Campeonato Brasileiro. A equipe paranista venceu nas duas rodadas iniciais - bateu o Grêmio por 3 a 0, na estréia, em casa, e o Juventude, por 2 a 1, em Caxias do Sul, no domingo, em sua despedida. O treinador admitiu que saída do clube paranaense foi complicada.

"Estou muito feliz por estar aqui (no Atlético). Estou motivado porque minha saída do Paraná foi um pouco tumultuada, porque a gente estava numa ascensão muito boa e com um trabalho diferenciado. Para mim, futebol é simples de jogar e de trabalhar. A gente é que acaba complicando a vida", afirmou.

Zetti não teme do desafio de assumir, pela primeira vez na curta carreira, um clube grande do futebol brasileiro. "A gente sempre procura algo mais na carreira, sempre procura responsabilidade maiores, às vezes, e é, sem dúvida, uma grande responsabilidade da minha parte, para mostrar o meu trabalho junto com a comissão e com todos, e o objetivo maior é um só, buscar resultados", disse.

O ex-goleiro admitiu que tem uma maneira peculiar de trabalhar e, por isso, nem sempre agrada. "Eu tenho uma visão um pouco diferente do futebol. Às vezes, até contestada em relação ao posicionamento do time. Jogo até em função do adversário e não gosto de número, de falar em 4-4-2 ou 3-5-2. Acho que isso não é futebol. Você tem de tentar de tirar do atleta o que ele não imagina que tenha".

Como os jogadores estão de folga nesta segunda-feira, Zetti aproveitará para conhecer a estrutura da Cidade do Galo, como foi batizado o centro de treinamentos do Atlético, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e assistir a um vídeo institucional. Na terça-feira, o treinador inicia o trabalho de preparação para o clássico com o Corinthians, no sábado, em São Paulo.

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