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24/05/2007 - 17h38

Rio confirma Maracanã para 2014, mas disponibiliza alternativas

Bruno Doro
No Rio de Janeiro
Principal candidato a abrigar o jogo de encerramento de uma eventual Copa no Brasil em 2014, o Rio de Janeiro apresentou nesta quinta-feira o caderno de encargos exigido pelo comitê da candidatura do país pelo Mundial. No documento, o Estado confirmou a intenção de usar o Maracanã na competição, mas colocou à disposição alternativas em caso de inviabilidade de aproveitamento da antiga arena carioca.

ROMÁRIO EMBAIXADOR DE 2014
Antônio Gaudério/FI

Romário foi homenageado nesta quinta-feira pelo Governo do Rio pela marcação do gol 1.000, segundo suas contas, mas saiu da cerimônia com um novo cargo: embaixador do estado na Copa de 2014. O convite foi do governador Sérgio Cabral.

O 'Baixinho' aceitou prontamente: "É uma honra representar o Rio de Janeiro na Copa. É o reconhecimento de tudo o que eu fiz no futebol. Tenho 25 anos de carreira e, pelo menos no Brasil, nunca defendi um clube que não fosse carioca", agradeceu.
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No evento desta quinta, Eduardo Paes, secretário de Esporte e Turismo do governo estadual, apresentou como "carta na manga" o aproveitamento do Engenhão, estádio que abrigará provas de atletismo do Pan.

Outra alternativa é um plano de um novo estádio apresentado pela prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio de Janeiro.

"Hoje, a CBF e a Fifa aceitam a hipótese de estudar o uso do Maracanã na Copa do Mundo, por confiança que temos na nova administração do Governo Estadual", afirmou Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e homem à frente da candidatura ao Mundial de 2014.

"A Copa de 2014 não é um desafio apenas do Rio de Janeiro, mas de todo o Brasil, e estou contente que o Rio esteja saindo na frente", afirmou o governador Sérgio Cabral, presente ao evento.

Opção prioritária, o Maracanã trabalha pressionado por soluções de modernidade. O Estado contratou duas empresas, uma de consultoria e outra de logística, para diagnosticar problemas e encontrar um modelo de gestão viável, levando em conta as exigências internacionais.

O principal desafio é tornar o velho estádio inaugurado para a Copa do Mundo de 1950 rentável para o Estado. Hoje, o Maracanã é deficitário.

"Todo mundo fala shopping center no Maracanã, mas será que isso é rentável? O público iria usar o shopping em dia que não tivesse jogos? E o estacionamento para 10 mil pessoas, será que existe público em dias de estádio vazio? Essa são as hipóteses que estamos estudando", afirma o secretário de Esporte e Turismo.

O Estado ainda analisa um sistema de concessões no Maracanã, terceirizando a administração de partes individuais do complexo, como o ginásio do Maracanãzinho, por exemplo. Esse projeto deverá ser concluído em um prazo de seis meses.

"Imagina falar para um atleta de fora do país que ele virá ao Brasil para jogar uma Copa do Mundo sem poder jogar no Maracanã? Seria uma frustração enorme", declara o governador Cabral.

Os nove tópicos inclusos no caderno de encargos requisitados pelo comitê da candidatura brasileira ao Mundial são 1) introdução ao estado; 2) estádio; 3) condições naturais, meio ambiente e patrimônio histórico, 4) plano proteção meio ambiente, 5) condições meteorológicas, 6) transporte, 7) planos de transporte, 8) serviços médicos e 9) segurança.

Estacionamento
Segundo as autoridades, o principal problema do projeto do Maracanã para a Copa de 2014 é a carência de um espaço destinado ao estacionamento. O caderno de encargos apresentado nesta quinta-feira relaciona uma série de alternativas para a solução deste tópico em especial.

"O grande problema do Maracanã para a Copa do Mundo é a questão do estacionamento. É a questão mais difícil em termos de obras, e estamos analisando quais são as alternativas viáveis", declara Eduardo Paes.

O projeto do Maracanã para a Copa do Mundo prevê a disponibilização de 30 mil vagas de estacionamento, sendo 2,5 mil no próprio estádio, 5 mil na Uerj (universidade ao lado da arena), 20 mil no bairro vizinho da Quinta da Boa Vista, além de 2,5 mil em ruas da cercania, asseguradas pela prefeitura.

Outra alternativa é a cobertura da rede ferroviária e metroviária local para a construção de um estacionamento ou usar o espaço que hoje abriga o parque aquático Julio Delamare, ou ainda a da pista de atletismo Célio de Barros.

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