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A lesão de Souza, que sofreu um estiramento na coxa esquerda, deu mais uma chance para o atacante Leonardo tentar se firmar como titular do Flamengo. No próximo domingo, contra o Sport, no Recife, pelo Campeonato Brasileiro, o jogador terá a oportunidade de atuar pela equipe principal em duas partidas seguidas pela primeira vez desde que chegou ao clube.
"É uma boa chance. Até porque, além de buscar esta oportunidade o ano inteiro, estava querendo essa chance mais por causa da minha lesão. É um jogo importante para eu mostrar meu valor e me firmar na equipe", afirmou. Depois de jogar algumas partidas pela equipe reserva do Flamengo que disputou parte da Taça Rio - segundo turno do Campeonato Estadual -, Leonardo ganharia a vaga de titular do time principal no jogo contra o União Maracaibo-VEN, na Venezuela, pela Copa Libertadores. Entretanto, na partida anterior, no dia 1º de abril, contra o Friburguense, com o time B, Leonardo sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo - o mesmo no qual já havia sofrido esta lesão no ano passado. Com isso, foi vetado pelo departamento médico e não pôde enfrentar o Maracaibo. Aliás, o atacante só voltou a atuar no último domingo, contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro. Por isso, ele também comemora a nova chance, contra o Sport, para recuperar o ritmo de jogo, já que ficou quase dois meses sem disputar uma partida. "No primeiro jogo [após a volta], ficou nítido que alguns movimentos eu fiz com dificuldade, mancando um pouco ainda. Essa chance é boa até mais para recuperar o ritmo. Foi uma lesão complicada, em cima de onde já tive outra um tempo atrás. Por isso retardou minha volta. Mas já senti uma grande melhora e agora é ter uma seqüência de dois ou três jogos para eu embalar de vez e buscar meu lugar no time titular", afirmou. No entanto, Leonardo precisa conviver com a dor para atingir seu objetivo. Nesta quinta-feira, ele contou que ainda sente um desconforto no tornozelo esquerdo. "A dor ainda existe, porque jogo de costas para o gol e estou sempre usando o tornozelo para girar. Incomoda bastante. Mas estou tendo uma atenção especial do pessoal da fisioterapia e comissão técnica e, no máximo em dez dias, acho que isso vai passar", revelou o atacante, que também admitiu certa frustração por ainda sentir dores. "É complicado. Você faz um exame e não acusa nada. Mas acaba o treinamento, o tornozelo fica inchado, tenho que colocar gelo e chegar mais cedo para fazer fisioterapia antes e depois do treino. Mas tenho que conviver com a dor, porque, quando entro em campo, ninguém quer saber se estou a 50 ou 60%. Tenho que passar por cima de tudo e jogar bem", encerrou. |