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06/06/2007 - 11h44

Jogadores enaltecem Corinthians coletivo e sem estrelas

Marcius Azevedo
Em São Paulo
Em 2005, uma constelação apelidada de "Galácticos" pelo presidente Alberto Dualib levou o Corinthians ao título brasileiro. Agora, com um elenco sem estrelas, o time dirigido por Paulo César Carpegiani começou bem o campeonato e sonha em repetir o feito.

E é justamente o fato de não contar com jogadores renomados que é apontado como segredo da equipe, que permanece invicta após quatro rodadas, ocupando o terceiro lugar, atrás de Paraná e Botafogo.

"A principal estrela do Corinthians hoje é o escudo. Não tem jogador que quer aparecer mais que o time", afirmou o zagueiro Betão, um dos poucos remanescentes do time campeão há dois anos.

Após fracassar no Paulista e na Copa do Brasil, o clube iniciou uma reformulação, afastando jogadores como Roger, que não contribuíam em nada para o crescimento do grupo.

A diretoria ainda buscou jovens reforços no Bragantino e uniu outros que haviam deixando o Parque São Jorge por empréstimo, como Fábio Ferreira e Marcelo Oliveira. A fórmula, por enquanto, está dando certo.

"Todos estão remando para o mesmo lado, atrás dos mesmos objetivos", disse o goleiro Felipe. "Claro que ter uma estrela é ótimo. Quem não gostaria de ter o Henry na equipe? Mas ela precisa ajudar. Não adiantar vir aqui e não fazer o mesmo que os outros jogadores", acrescentou.

O goleiro, que chegou ao Corinthians ao lado de outros quatro ex-companheiros de Bragantino, não quer nem lembrar da experiência que teve em uma equipe com estrelas. Em 2004, o Vitória contratou Edílson e Vampeta para o Brasileiro, mas os dois não renderam, deixaram o clube antes do final da competição, sem evitar o rebaixamento.

"Eu já tive uma experiência assim no Vitória, quando tínhamos estrelas e acabamos caindo. Na hora do aperto, quem jogou foram os jogadores da casa", disse.

Apesar de pedir três contratações de impacto, o técnico Paulo César Carpegiani também defende o novo Corinthians. "Hoje, o nosso ídolo é o coletivo", afirmou o treinador, que foi responsável por afastar Roger da equipe.

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