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O Santos traçou no início do ano passado, no retorno de Vanderlei Luxemburgo, o projeto Libertadores-07, fragmentado após eliminação diante do Grêmio, nas semi. Tentando se recompor após o baque sofrido na Vila, o elenco alvinegro agora encara como dever o sucesso no Brasileirão e, conseqüentemente, o acesso ao torneio sul-americano de 2008 em retribuição ao clima gerado pela torcida.
"Essa questão do 'vamos ser tri, Santos' não ficou para esse ano. No entanto, precisamos reiniciar essa busca do tricampeonato mundial agora. Esse jogo contra o Inter [duelo no domingo] já está na nossa cabeça e estamos 100% focados ou mais. O torcedor merece e precisa confiar nesse grupo. Nada melhor do que voltar a campo para esquecer o que aconteceu, tendo a certeza da lição aprendida", dialogou Adaílton. Apesar de abatidos pela eliminação frente ao Grêmio na Libertadores, os atletas avaliam que o sentimento de dor pela queda foi minimizado em virtude da apresentação da equipe na quarta, que superou os gaúchos por 3 a 1, mas não assegurou presença na decisão em detrimento da derrota sofrida no Olímpico, semana passada, por 2 a 0. "Se tivéssemos perdidos sem a luta que houve na quarta, talvez eu entenda que poderia até haver queda no Brasileiro. Mas ficou uma vontade grande de querer retribuir o apoio dado pela torcida, que entrou em uma sintonia que eu não havia visto no Santos. Já comentamos nesta quinta sobre o título do Brasileiro, uma resposta ao nosso torcedor muito mais forte que o Paulista", vislumbra o meia Pedrinho. Para o recomeço do projeto Libertadores, o Santos, porém, já procura soluções para contornar as possíveis saídas dos meio-campistas Zé Roberto e Cléber Santana, vinculados ao clube até o final do mês e que remotamente permanecem na Vila. Realista, Pedrinho avalia ser impossível sanar por completo a perda de Zé Roberto. "Eu e o Rodrigo Tabata sabemos da dificuldade que é suprir a ausência do Zé Roberto, caso ele realmente deixe o Santos. O Zé é um jogador fora de série e que dispensa comentários. Mas ainda não existe nada de concreto e espero que ele continue. Pelo o que eu leio, a questão da segurança pesa na decisão dele. Não é por dinheiro, já que ele deve estar rico", brincou Pedrinho. |