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Com direito à repetição do apagão em seu sistema de marcação, que já havia sido registrado nas derrotas para Corinthians e Paraná, o Cruzeiro voltou a perder em casa, no Brasileiro, e entrou na temida zona de rebaixamento. Dessa vez, a derrota, de virada, foi para o Juventude, por 3 a 2, neste domingo, no Mineirão, com direito a gritos de "olé" dos seus torcedores. Para chegar ao seu segundo triunfo consecutivo o time gaúcho teve de superar não apenas o adversário, mas até um problema de transporte.
A dificuldade para chegar ao Mineirão não interferiu na atuação do Juventude, que veio fechado, disposto primeiro a defender, para depois contra-atacar. Tanto que o Cruzeiro passou quase toda a etapa inicial com o controle total do jogo, saiu na frente, com um gol marcado pelo atacante Roni, um dos quatro estreantes no Mineirão com a camisa celeste, mas permitiu a reação adversária, em apenas três minutos. A festa cruzeirense, no início do jogo, por causa do gol de Roni, que o ano passado defendeu o rival Atlético, pela Série B, se transformou em apreensão e um pesado silêncio ao fim do primeiro tempo, com a derrota parcial por 2 a 1, construída em apenas três minutos, entre os 37min e 40min do primeiro tempo, quando Beto e Marcão marcaram os gols do triunfo gaúcho. O esquema mais ofensivo com três atacantes, implantado pelo técnico Dorival Júnior, com as entradas de Rômulo e Fellype Gabriel nos lugares de Charles e Fellype Gabriel, deu esperanças ao torcedor cruzeirense. Mas a partida estava equilibrada, o clube celeste errava muitos passes e o Juventude manteve a postura do final do primeiro tempo, quando não apenas se defendia, mas também arriscava alguns ataques. Com o terceiro tropeço no Mineirão, no mesmo número de jogos, o Cruzeiro segue sem pontuar como mandante e desperdiçou a oportunidade de embalar, após a primeira vitória na competição, domingo passado, sobre o Palmeiras, por 3 a 1. O time continua com quatro pontos e tentará a recuperação no próximo sábado, quando enfrenta o Grêmio, que deve usar um time reserva, no Estádio Olímpico. O Juventude, que depois de três derrotas consecutivas, conseguiu duas vitórias seguidas, a primeira foi na rodada passada, por 3 a 0, sobre o América-RN, em Caxias do Sul. O time gaúcho, agora com seis pontos no Brasileiro, terá a oportunidade de jogar em casa, na próxima partida, quando receberá o Santos, no domingo que vem, às 18h10. O jogo O primeiro tempo começou lento e monótono, com o Cruzeiro jogando com disposição, mas pouca inspiração e o Juventude excessivamente recuado, priorizando a marcação e truncando o jogo, com faltas e roubadas de bola. O time celeste até que tentava as jogadas pelas extremas, especialmente com a descida do lateral-direito Mariano, que fazia sua estréia perto da torcida, mas falhava nos cruzamentos. O Cruzeiro encontrava dificuldades para finalizar. Na primeira tentativa, aos 16min, Leandro Domingues acertou a bola no rosto de Roni, que, dessa forma, impediu que ela ameaçasse o goleiro Michel Alves. A bolada no rosto parece ter provocado o experiente atacante, que três minutos depois, abriu o placar para a sua equipe. Ele tabelou com Araújo, ajeitou e bateu firme na bola, marcando o seu segundo gol em dois pelo Cruzeiro e o primeiro no Mineirão. Com 1 a 0 no marcador, o time celeste se tranqüilizou e passou a tocar mais a bola, tentando explorar o bom entendimento da dupla de ataque Roni e Araújo. O Juventude, mesmo perdendo o jogo, não modificou a o seu posicionamento e continuou retrancado. Aos 31min, Roni retribuiu e serviu a Araújo, que bateu rasteiro, obrigando a Michel Alves a boa defesa. Quando parecia perto do segundo gol, o que nenhum torcedor celeste esperava aconteceu. A virada do Juventude, que havia dado o seu primeiro chute, somente aos 33min, quando Beto isolou a bola, veio em três minutos. Márcio Azevedo fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro, a bola foi ajeitada para o mesmo Beto, que acertou belo chute e empatou o jogo. Aos 40min, após Bruno desperdiçar ótima chance, o volante Marcão, de cabeça, aproveitou cobrança de escanteio e mais uma falha do sistema defensivo celeste, para fazer 2 a 1. E o Juventude que até os 33 minutos só se defendia, ainda teve a chance com Michel para fazer o terceiro, mas bateu para fora. A torcida celeste, em silêncio, assistiu o time gaúcho tocar a bola, à espera do término da etapa inicial. Numa demonstração de insatisfação com o rendimento do time, o técnico Dorival Júnior fez duas alterações no Cruzeiro para o segundo tempo. Ele tirou o volante Charles e colocou o atacante Rômulo e fez a troca de meias, com a saída de Leandro Domingues para a entrada de Fellype Gabriel. A equipe do Juventude foi mantida pelo técnico Flávio Campos. O Cruzeiro começou o segundo tempo atacando e tentando pressionar o Juventude, que apesar de seguir marcando forte, se posicionava para explorar os contra-ataques e chegou a levar algum perigo ao gol de Gatti, terceiro jogador a assumir o gol celeste este ano, após as contusões de Fábio e Lauro. A presença no ataque era maior do Cruzeiro, que, no entanto, encontrava dificuldade para criar jogadas. O Juventude ainda chegou ao terceiro gol, aos 36min, quando Barão cruzou e Éber, de cabeça, e venceu a Gatti. Aos 45min, o Cruzeiro conseguiu diminuir, com Roni, aproveitando um rebote, para driblar e fazer um belo gol.Mas era tarde e não foi possível ao time celeste buscar o empate. Cruzeiro Gatti, Mariano, Luizão, Thiago Heleno e Jonathan; Paulinho Dias, Ramires (Maicosuel), Charles (Rômulo) e Leandro Domingues (Fellype Gabriel); Roni e Araújo Técnico: Dorival Júnior Juventude Michel Alves; Barão, Leonardo Silva, Cedrola e Márcio Azevedo (Ricardo); Marcão, Beto, Lauro e Bruno (Ivo); Michel e Da Silva (Éber) Técnico: Flávio Campos Data: 10/6/2007 (domingo) Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Público: 8.038 pagantes Renda: R$ 111.872,50 Árbitro: José Henrique de Carvalho (SP) Assistentes: Marinaldo Silvério (SP) e Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP) Cartões amarelos: Beto, Márcio Azevedo, Leonardo Silva (Juventude); Ramires, Mariano, Thiago Heleno (Cruzeiro) Gols: Roni, aos 19min, Beto, aos 37min e Marcão, aos 40min do primeiro tempo; Éber, aos 36min, Roni, aos 45min do segundo tempo |