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O Brasil levará à Copa América da Venezuela um grupo de jogadores que, na média, apresentam experiência pequena em disputas internacionais por seleções. Neste quadro, é fácil observar que os líderes da geração passada ficaram pelo caminho. Por isso, admite-se que exista uma procura interna por um atleta que ocupe um espaço de liderança no elenco de Dunga.
Capitão da seleção nos últimos amistosos, o volante Gilberto Silva, voluntariamente ou não, aparece como figura de referência em termos de liderança. O jogador do Arsenal é um dos cinco remanescentes na seleção que participou da última Copa do Mundo, ao lado de Juan, Gilberto, Mineiro e Fred. Na última terça, dia da apresentação da seleção na Granja Comary, o técnico Dunga havia citado Gilberto Silva, Juan e Gilberto como potenciais lideranças em seu time. "Ser capitão é uma conseqüência natural do meu trabalho. Na minha vida, as coisas sempre aconteceram assim, naturalmente. Ser líder é uma responsabilidade, mas todos precisam dividir isso", declara o volante. "É bom receber esse apoio do Dunga, que também foi um líder na época de jogador. Eu já fui capitão no Arsenal e trago essa experiência para cá", emenda Gilberto Silva. Apesar de estar indo para sua primeira Copa América, o meio-campo de 30 anos traz na bagagem duas Copas do Mundo disputadas com a seleção, currículo que o credencia como referência junto aos companheiros mais jovens. "Acho que todos podem ser líderes na seleção. Existem alguns jogadores mais experientes, que disputaram Copas. Talvez o Gilberto Silva possa ser um líder. Ele foi o capitão no último jogo", opina Vagner Love, que, apesar de ter disputado a última Copa América, integra o grupo dos mais novatos. Durante os 11 jogos amistosos da gestão de Dunga à frente da seleção, a faixa de capitão passou pelos braços de alguns jogadores, como Kaká, Lúcio e Edmílson, atletas que não estarão na Copa América por diferentes circunstâncias. |