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13/06/2007 - 16h55

Procura por líder na seleção brasileira aponta para Gilberto Silva

Bruno Freitas
Enviado especial do UOL
Em Teresópolis (Rio de Janeiro)
O Brasil levará à Copa América da Venezuela um grupo de jogadores que, na média, apresentam experiência pequena em disputas internacionais por seleções. Neste quadro, é fácil observar que os líderes da geração passada ficaram pelo caminho. Por isso, admite-se que exista uma procura interna por um atleta que ocupe um espaço de liderança no elenco de Dunga.

NOVATOS E EXPERIENTES
Mesmo sem vasta experiência em jogos internacionais pelo Brasil, o grupo atual da seleção apresenta contribuição com equipes de base do Brasil, como Helton, Daniel Alves, Alex, Anderson e Elano.

Ainda existe a ala que esteve com a seleção na conquista da última Copa América, num grupo que também estava mesclado com titulares de Parreira e alguns novatos. Foram os casos de Maicon, Júlio Baptista, Diego e Vagner Love.

Entre os novatos, o goleiro Doni aparece apenas com um jogo pela seleção, contra dois do atacante Afonso. Por sua vez, Anderson, o novo reforço do Manchester United, ainda tem currículo com a seleção principal em branco.
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Durante o período de amistosos, circunstâncias de relacionamento à parte, Kaká e Ronaldinho despontavam no papel de líder da seleção, com vocação mais clara da estrela do Milan. Mas, ausentes da Copa América, a dupla deixa o posto em aberto.

Capitão da seleção nos últimos amistosos, o volante Gilberto Silva, voluntariamente ou não, aparece como figura de referência em termos de liderança.

O jogador do Arsenal é um dos cinco remanescentes na seleção que participou da última Copa do Mundo, ao lado de Juan, Gilberto, Mineiro e Fred.

Na última terça, dia da apresentação da seleção na Granja Comary, o técnico Dunga havia citado Gilberto Silva, Juan e Gilberto como potenciais lideranças em seu time.

"Ser capitão é uma conseqüência natural do meu trabalho. Na minha vida, as coisas sempre aconteceram assim, naturalmente. Ser líder é uma responsabilidade, mas todos precisam dividir isso", declara o volante.

"É bom receber esse apoio do Dunga, que também foi um líder na época de jogador. Eu já fui capitão no Arsenal e trago essa experiência para cá", emenda Gilberto Silva.

Apesar de estar indo para sua primeira Copa América, o meio-campo de 30 anos traz na bagagem duas Copas do Mundo disputadas com a seleção, currículo que o credencia como referência junto aos companheiros mais jovens.

"Acho que todos podem ser líderes na seleção. Existem alguns jogadores mais experientes, que disputaram Copas. Talvez o Gilberto Silva possa ser um líder. Ele foi o capitão no último jogo", opina Vagner Love, que, apesar de ter disputado a última Copa América, integra o grupo dos mais novatos.

Durante os 11 jogos amistosos da gestão de Dunga à frente da seleção, a faixa de capitão passou pelos braços de alguns jogadores, como Kaká, Lúcio e Edmílson, atletas que não estarão na Copa América por diferentes circunstâncias.

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