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13/06/2007 - 18h44

Diego diz que precisa aproveitar ausências de Kaká e Ronaldinho

Bruno Freitas
Enviado especial do UOL
Em Teresópolis (Rio de Janeiro)
Nem todos na seleção choraram os pedidos de dispensa de Kaká e Ronaldinho Gaúcho para a Copa América da Venezuela. A lacuna das duas estrelas do Mundial passado oferece, na teoria, chance valiosa para os substitutos do meio-campo, como Diego.

Eleito o melhor jogador da última temporada na Alemanha, o meia do Werder Bremen encara a participação na Copa América como a oportunidade definitiva de se firmar na seleção brasileira.

Diego já teve participações em equipes de base do Brasil e estava no grupo campeão da Copa América de 2004, mas desempenhando papel de coadjuvante. Agora, o meio-campo acredita que terá espaço para aparecer.

"É claro que o fato de dois jogadores importantes da minha posição não estarem aqui abre caminho para mim, mas sei que tenho que mostrar trabalho para ter o meu espaço na seleção, dentro de campo", afirmou Diego nesta quarta, antes do treino físico da seleção na concentração da Granja Comary, em Teresópolis.

"Acho que o jogador, para chegar aqui, tem que estar preperado. É dessa maneira que me sinto. Vou procurar fazer um bom trabalho. É mais uma oportunidade. São poucas as que temos na seleção ", argumentou.

Para emplacar na seleção, o ex-jogador de Santos e Porto espera por uma extensão do seu mais bem-sucedido ano como jogador profissional.

Diego foi considerado o melhor jogador do último Campeonato Alemão, em eleição entre jornalistas do país e também entre os jogadores que disputam a competição.

"Estou vivendo um grande momento na Alemanha e espero que esse ele acabe vindo aqui para a seleção também", diz.

"Encontrei um clube sensacional, que é o Werder Bremen. Encontrei lá tudo o que eu não consegui no Porto. Lá não tinha oportunidade, respeito e profissionalismo por parte de presidente e treinador. Não havia confiança dos profissionais que trabalham no clube, e isso é fundamental para que você possa desenvolver o seu trabalho - diz Diego.

O jogador de 22 anos teve possivelmente o ponto mais baixo de sua carreira justamente na defesa da seleção, mas no time sub-23. Diego ficou marcado pelo fracasso do Brasil no Torneio Pré-Olímpico do Chile, em 2004. Além do insucesso em campo, criou-se na época uma imagem negativa sobre o comportamento descontraído do meia e de seu então companheiro de Santos, Robinho.

"Com o tempo você ganha maturidade e fica mais preparado. Tenho 22 anos e tenho muito o que aprender. Estou aprendendo todo dia", declarou.

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