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Comissão técnica e jogadores do São Paulo estão convictos de que falta à equipe um fator para engrenar no Campeonato Brasileiro: tranqüilidade para obter uma boa seqüência de resultados favoráveis.
Depois das eliminações no Estadual - para o São Caetano, nas semifinais -, e no maior objetivo da temporada, a Copa Libertadores da América - derrota para o Grêmio nas oitavas-de-final -, a equipe comandada por Muricy Ramalho se voltou à competição nacional, em que começou de maneira irregular e com um ataque inoperante.
"Foi de suma importância [a vitória], redobrou a nossa confiança para o clássico com o Santos", afirmou o meio-campista Jorge Wagner, em referência ao clássico do próximo domingo, na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Nacional. "Os gols são uma questão de ter tranqüilidade. Mais cedo ou mais tarde eu sabia que os gols iam voltar a aparecer, tanto os meus como os do Aloísio. O importante é manter a cabeça boa e saber que você está realizando um bom trabalho", enalteceu Borges, autor dos gols são-paulinos diante dos cariocas, que o colocaram como artilheiro do time na temporada (seis gols). Mas a meta ainda está um pouco além. Elogiado por Muricy, o Botafogo, que ocupa o topo da tabela de classificação (17 pontos em sete jogos), é o alvo dos são-paulinos em um futuro não muito distante. "É o melhor time do país no momento e está jogando um grande futebol. Mas eles têm que aproveitar agora, porque eles têm um time", afirmou, prognosticando uma perda das principais estrelas do time de General Severiano com a abertura da janela de transferências para o mercado europeu. |