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20/06/2007 - 16h04

Improvisados, Richarlyson e Hernanes vêem evolução e pressão

Alexandre Sinato
Em São Paulo
Meias de origem, Hernanes e Richarlyson formaram a dupla de volantes do São Paulo na última rodada e, ao que tudo indica, devem permanecer no setor. Ambos não escondem a preferência pela função em que começaram no futebol, mas estão dispostos a ajudar Muricy Ramalho e prevêem uma evolução na nova tarefa.

Fernando Santos/Folha Imagem
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As ausências de Josué (na seleção brasileira) e Fredson (lesionado) reduziram as opções do técnico tricolor, que precisou recorrer ao improviso para compor a faixa que atua logo à frente da defesa. "Iniciante", Hernanes acredita que a dupla irá dar certo enquanto Josué não retorna.

"O entrosamento está indo bem, mas no decorrer da competição, com uma maior seqüência de jogos, vamos nos adaptar melhor. Foi a primeira partida após um bom tempo sem atuarmos juntos. A tendência é melhorar", avaliou ele.

Hernanes, inclusive, diz que está tomando gosto pela posição de volante. Neste Campeonato Brasileiro, ele desempenhou a função em cinco oportunidades, três delas ao lado do especialista Josué.

"Quanto mais você faz alguma coisa, melhor você fica. Faz tanto tempo que não jogo como meia que já estou começando a gostar da função, me sentindo bem", comentou ele, que nos tempos de futsal também mudou de posição. "Eu jogava de pivô e o técnico me mudou para a ala."

Quem está bastante acostumado a adaptações é Richarlyson. Embora seja meia, ele já atuou como volante, ala, lateral e até zagueiro. "Sou trabalhador e tenho que acatar as ordens. Se tiver uma função que não consiga fazer, vou falar para o treinador, mas tenho facilidade em me adaptar", afirmou.

Segundo ele, para atuar como volante, a principal dificuldade é conter o ímpeto de armador e não se empolgar nas subidas ao ataque. "Meu maior problema é ter calma e tranqüilidade para saber quando tenho que ficar mais e não sair tanto para o ataque."

Sem a pretensão de "barrar" Josué quando este voltar da seleção, a nova parceria convive com a pressão em ocupar as vagas da dupla formada Mineiro (hoje no futebol alemão) e pelo camisa 8, que fez muito sucesso no São Paulo e hoje serve a equipe comandada por Dunga.

"Por um bom tempo seremos questionados sobre isso. A pressão é muito grande, assim como a expectativa da torcida. Nós conversamos muito porque sabemos que o meio-campo é o setor mais importante. Nosso trabalho sendo bem feito vai ajudar bastante a equipe", completou Hernanes.
Reporter de 2a na 3a