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21/06/2007 - 10h42

Bola parada e erros de finalização viram 'dor de cabeça' para Caio Jr.

Carlos Padeiro
Em São Paulo
A pressão da torcida e uma possível crise pouco atormentam o técnico Caio Júnior. Pelo menos foi isso o que o próprio comandante palmeirense disse. O que realmente lhe preocupa são os erros de finalização no ataque e a bola parada na defesa.

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Sempre que questionado sobre os tropeços nas três últimas rodadas (derrotas para o Cruzeiro e Goiás e empate com o Botafogo), o treinador adota o discurso de que sua equipe jogou de igual para igual mas pecou nas finalizações.

Outra falha crônica tem sido o jogo aéreo em lances de bola parada na defesa. Nesses mesmos três jogos, o Palmeiras sofreu quatro gols dessa forma.

"A bola parada e a finalização têm mexido com a minha cabeça. Contra o Goiás, por exemplo, em duas bolas na área no início do jogo sofremos dois gols e isso irrita o time", ponderou Caio Jr.. "Já contra o Cruzeiro foram três ou quatro bolas na trave que desperdiçamos".

Assim como aconteceu nos dias que antecederam o compromisso do último domingo contra o time goiano, o treinador intensificou o trabalho desses dois fundamentos. No primeiro treino com bola dos titulares, realizado na manhã de quarta-feira, a comissão técnica aprimorou a finalização e o jogo aéreo.

Caio Jr. também chamou a atenção da equipe para não se desguarnecer na defesa quando busca o resultado. "Tem que haver um equilíbrio e não um afobamento em busca do gol do empate. Contra o Cruzeiro e o Goiás ficamos muito expostos e acabamos sofrendo o terceiro gol quando podíamos marcar o segundo. Se nesses dois jogos tivéssemos empatado, estaríamos com 10 pontos, e isso seria importante na classificação".

Em relação à cobrança da torcida e às críticas ao seu trabalho e a de alguns jogadores, como Cristiano e Edmílson, o treinador preferiu minimizar o problema. "Os torcedores se manifestaram de forma pacífica porque querem ver o Palmeiras em primeiro lugar. Existe um trauma por causa de 2002 [ano do rebaixamento], e eu entendo isso. Temos que saber trabalhar sob pressão".

O comandante palmeirense revelou que recebeu o apoio pessoal do vice-presidente Gilberto Cipullo. "O Cipullo apoiou os jogadores, e é importante aparecer nos momentos da derrota. O que existe é uma cobrança no sentido de que cada um sabe a sua responsabilidade ao vestir a camisa do Palmeiras", acrescentou.

O lateral-direito Paulo Sérgio reiterou o discurso de Caio Jr.. "Existe uma cobrança natural, mas a gente tem que saber administrar isso. Nós que vamos fazer o fator torcida ficar do nosso lado jogando bem desde o início", afirmou o atleta, que foi vaiado durante a derrota para o Cruzeiro no Parque Antarctica.

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