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Eles são velhos companheiros de seleção, foram apontados desde jovens como grandes promessas, mas tiveram um "intervalo problemático" na carreira. Adversários deste domingo, no clássico entre Santos e São Paulo na Vila Belmiro, Adaílton e Dagoberto têm muito em comum em suas trajetórias.
O caso de Dagoberto foi o mais traumático. No ano passado, o atacante entrou em rota de conflito com o Atlético-PR, seu ex-clube, e ficou parado no time do Paraná. Atuou em apenas uma partida do Paranaense de 2007 e chegou a ser rebaixado ao time B rubro-negro. Após processo litigioso, conseguiu acertar transferência ao São Paulo em abril. Adaílton não encarou os obstáculos judiciais, mas também se sentiu longe dos holofotes e viu seus planos de carreira estagnados. Em 2004, foi contratado pelo Rennes, da França, onde permaneceu por mais de um ano. Decidiu defender o Santos nesta temporada para recuperar a exposição de seu futebol. Ambos, agora, desfrutam de prestígio em seus clubes. No São Paulo, segundo Muricy Ramalho, Dagoberto está próximo da "perfeição". "Falta apenas fazer gol para dar maior confiança para ele. Os atacantes chutam 500 bolas por dia e um gol serve de incentivo para eles não desistirem", avaliou o treinador. Adaílton, por sua vez, é titular absoluto na equipe de Vanderlei Luxemburgo. Nem mesmo o erro cometido na semifinal da Copa Libertadores contra o Grêmio abalou a confiança que o comandante do Santos deposita no defensor. Neste domingo, o zagueiro terá a missão de anular o ex-companheiro Dagoberto, que deve ser confirmado por Muricy como titular. Justamente por conhecer de perto o atacante, Adaílton faz um alerta ao elenco santista. "O Dagoberto sempre vem pela lateral e corta para dentro, no entanto, nunca se pode se adivinhar o que ele faz, até pela experiência que tenho com ele. É um bom jogador e que em um momento de inspiração pode modificar um jogo", avisou o santista. |