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Embalados pelas vitórias na rodada passada, sobre Figueirense e Grêmio, Atlético-MG e Cruzeiro se enfrentam, neste domingo, no Mineirão, para confirmar a boa fase no Brasileirão e para tentar melhorar a classificação, respectivamente. Apesar do alvinegro fazer melhor campanha que o rival celeste, a expectativa é de um jogo emocionante e de resultado imprevisível, como acontece tradicionalmente na história do confronto.
A previsão de um clássico equilibrado se sustenta pelos números, que apontam para a igualdade absoluta na história desse confronto, desde a inauguração do Mineirão, em setembro de 1965. Os dois rivais estão iguais em número de vitórias, empates e até de gols. Nas 211 partidas disputadas, Atlético e Cruzeiro venceram 71 vezes cada um e foram registrados 69 empates. Cada ataque marcou 231 gols. Os dados estatísticos indicam um começo de Brasileirão superior do Atlético. O alvinegro soma 11 pontos, em 18 disputados (aproveitamento de 61,11%), obtidos em três vitórias, dois empates e apenas uma derrota, com nove gols marcados e cinco sofridos. O Cruzeiro, por sua vez, soma só sete pontos em seis jogos (rendimento de 38,89%) e ainda que vencer o rival não o ultrapassará. A equipe celeste venceu dois jogos, perdeu três e empatou um. A defesa, com 13 gols sofridos, é a segunda pior da competição, ao lado de Figueirense e Náutico, enquanto o ataque é o terceiro melhor, com 12 gols. O curioso é que o Cruzeiro ainda não pontuou no Mineirão, acumulando três derrotas e ainda não perdeu fora de casa, com duas vitórias e um empate. O Atlético, ao contrário, está invicto no Mineirão, onde venceu Náutico e Figueirense, além de empatar com o Atlético-PR. Por falar em invencibilidade, o alvinegro não perde há quatro jogos, desde que o técnico Zetti assumiu o comando da equipe. O ex-goleiro conseguiu dois empates seguidos e vem de duas vitórias consecutivas, diante de São Paulo e Figueirense, por 1 a 0 e 4 a 1, respectivamente. Juntamente com Dorival Júnior, técnico do Cruzeiro, Zetti é uma das atrações desse clássico. Os dois treinadores, que chegaram a jogar juntos no Palmeiras e depois se enfrentaram como atletas, farão o primeiro confronto como técnicos. Ambos conhecerão de perto, pela primeira vez, a força desse clássico, que admitem já mexe com eles há vários dias. "A cidade está se alimentando do clássico. Tive de ir até o banco e todos na rua comentam, cobram, não da exigência, mas fazem comentários e dá para sentir que a responsabilidade é muito grande. Aqui é diferente, porque a cidade é muito grande e só com duas equipes realmente grandes", afirmou Zetti, estreante nesse clássico, ao contrário dos 11 titulares atleticanos, que já viveram essa sensação. Já o Cruzeiro terá nove jogadores, além de Dorival Júnior, disputando o seu primeiro clássico com o Atlético-MG. Somente o meia Leandro Domingues e o atacante Araújo já sentiram esse gostinho. Para o treinador, a vitória celeste poderá ajudar o seu time a buscar o caminho da regularidade. "O Cruzeiro está iniciando um trabalho e queremos dar prosseguimento a isso. Espero que a vitória nos ajude neste sentido", comentou. Entre os "estreantes" cruzeirenses, um jogador tem tudo para se transformar no centro das atenções das duas torcidas: o atacante Roni, que fará seu quarto jogo pelo Cruzeiro e que foi campeão da Série B do Brasileiro, ano passado, pelo rival Atlético, o que deixará como herói celeste e vilão alvinegro. Por falar em torcida, a do Atlético, a julgar pelos dois primeiros dias de venda antecipada, deverá ser maioria no Mineirão, já que comprou o dobro de ingressos em relação aos rivais. Os times O Atlético-MG terá a mesma formação pela quinta vez consecutiva, neste Brasileiro, enquanto o Cruzeiro terá uma escalação diferente pela 39ª vez consecutiva. A mudança celeste será mínima: a estréia do lateral-esquerdo Fernandinho, contratado há pouco mais de uma semana, junto ao Criciúma, no lugar do lateral-direito Jonathan, que vinha jogando improvisado e que cumpre suspensão automática por ter sido expulso na vitória sobre o Grêmio, por 2 a 0. A necessidade de mudança, ainda que só em uma posição, reforça a tese defendida por Dorival Júnior de que o seu time passa por uma fase de reestruturação, iniciada justamente depois da perda do título estadual para o rival, enquanto o Atlético manteve a base formada no ano passado e desfruta do bom momento na temporada. "O Cruzeiro está buscando afirmação no campeonato. É diferente do Atlético, que tem uma base montada e já é uma equipe mais estruturada", comparou. Para o técnico Zetti, o Atlético está numa melhor colocação. "Estamos em melhor astral, isso é bom, ajuda, mas dentro de campo vai ganhar o clássico quem tiver mais raça, mais garra, mais vontade. Clássico não tem favorito, é uma frase que quantas vezes já ouvi isso e já falei isso, mas é a verdade", salientou o treinador atleticano, que considera importante a manutenção da equipe para aprimorar o entrosamento e acertar o posicionamento do seu time em campo. Desde que assumiu o Atlético, Zetti sempre mandou a campo os 11 titulares, sendo que desses, somente o lateral-direito Coelho não fazia parte do time comandado por Levir Culpi e que foi campeão da Série B, ano passado. Mas ele participou dos três clássicos já disputados este ano - duas vitórias do alvinegro e uma do Cruzeiro -, sendo que fez um gol no primeiro jogo disputado por ele. Data: 24/6/2007 - domingo Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Horário: 16h Árbitro: Héber Roberto Lopes (PR) Assistentes: Rogério Carlos Rolim (PR) e Aparecido Donizetti Santana (PR) Transmissão: pay-per-view Cruzeiro Gatti, Mariano, Léo Fortunato, Thiago Heleno e Fernandinho; Renan, Ramires, Charles e Leandro Domingues; Roni e Araújo Técnico: Dorival Júnior Atlético-MG Diego; Coelho, Lima, Marcos e Thiago Feltri; Rafael Miranda, Bilu, Danilinho e Marcinho; Galvão e Éder Luís Técnico: Zetti |