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24/06/2007 - 08h30

Helton recebe chance de iniciar era no gol da seleção

Bruno Freitas e Leandro Canônico
Enviados especiais do UOL
Em Puerto La Cruz (Venezuela)
O gol da seleção brasileira está à procura de um novo dono. E o goleiro Helton, provável titular nesta Copa América, sai na frente para assumir esse posto. Depois de eras como a de Taffarel e a de Dida, a meta do camisa 1 do Porto, de Portugal, é manter a regularidade para se fixar como homem de confiança do técnico Dunga.

NOVA ERA NO GOL?
Reuters

A história de Helton na seleção principal do Brasil ainda é curta, mas ele é realmente um dos favoritos para seguir os passos de outros defensores que ficaram anos no gol do Brasil. Até aqui foram apenas oito convocações e quatro jogos realizados, todos com Dunga. Ele sofreu quatro gols em todas essas partidas.
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"Tenho de procurar manter essa oportunidade que estão me dando na seleção e agradecer ao Taffarel e ao Dida de terem aberto as portas do futebol europeu para os goleiros. Tem de trabalhar da melhor maneira possível para que os jovens tenham mais chances daqui para frente", analisou o goleiro Helton, de 29 anos.

Nome de presença constante nas convocações do técnico Dunga, que fez 11 jogos com a seleção desde o segundo semestre de 2006, Helton vê nesta Copa América a chance começar com o pé direito uma era com o seu nome na seleção brasileira. E o primeiro passo já foi dado: conquistar a vaga de titular na briga com Doni.

"Com certeza a Copa América é uma grande chance para mim. Com muita determinação e um bom trabalho no clube, as oportunidades vão surgindo e eu preciso fazer o meu melhor, não só na seleção mas também no clube que defendo", comentou Helton, formado no Vasco da Gama.

E foi justamente um dos ídolos do time carioca a fonte de inspiração de Helton no começo de carreira: Carlos Germano. O goleiro, que atualmente não joga mais futebol, já foi a uma Copa do Mundo com a seleção brasileira. Em 1998, ano do vice-campeonato na França, ele compôs o banco ao lado de Dida - Taffarel era titular.

"Eu tenho como um grande exemplo na minha vida o Carlos Germano. Além de um excelente profissional, é um amigo que eu fiz no futebol e que me deu muita força. E agora é muito bom saber que depois de todas as dificuldades que tive na vida posso dar uma condição melhor para a minha família", acrescentou o goleiro da seleção.

Outro ponto apontado por Helton como fundamental para o seu crescimento dentro da seleção brasileira foi o fato de ter experiência no futebol europeu. Está desde 2003 em Portugal, onde jogou no União Leiria e agora no Porto.

"Na Europa você acaba por aprender a jogar futebol de uma maneira diferente, um jogo mais rápido, de muito contato. No geral a gente se adapta e depois é só dar prosseguimento ao trabalho", finalizou o camisa 1 do Brasil.

Antes de ir para Portugal, Helton jogou como profissional do Vasco de 1999 a 2002. Na equipe cruzmaltina conquistou o Rio-São Paulo em 1999 e o Campeonato Brasileiro e a Copa Mercosul em 2000.

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