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A três dias da estréia da seleção brasileira na Copa América, o técnico Dunga vive a ansiedade de debutar em uma competição oficial como treinador. Símbolo de uma geração vencedora do futebol nacional, o novato técnico refuta a imagem de rigidez que marcou sua passagem pelos campos, mas admite uma admiração profunda pela escolha gaúcha de comando, sempre associada à seriedade.
"Não considero que seja um técnico duro, mas gosto que as regras sejam respeitadas. Cada um respeitando o que precisa ser feito, as coisas se desenvolvem de uma forma harmoniosa. Gosto que meus jogadores assumam responsabilidades. Isso facilita muito", diz o treinador. Nesse sentido, o treinador afirma estar realizado com o grupo que tem em mãos para a Copa América, exaltando o senso de sacrifício do elenco para a disputa da Copa América. "Tenho um grupo altamente profissional, com jogadores concentrados no que querem realizar. Para isso, deixaram suas férias, suas família e não reclamaram de nada, do trabalho na Granja Comary (concentração de Teresópolis), na Venezuela e das entrevistas. Estão imbuídos de trabalhar pela seleção", diz. Natural do Rio Grande do Sul, Dunga diz se espelhar em comportamentos de outros técnicos gaúchos e na marca que caracterizou o futebol desse Estado nas últimas décadas. "Admiro muito o trabalho do Felipão e do Mano (Menezes). São treinadores que colocam sua idéia em prática, às vezes são criticados, passam por períodos conturbados, mas no final das contas mostram que tinham razão", comenta. Cabeça-de-chave do grupo B, a seleção brasileira estréia na Copa América na próxima quarta-feira, em Puerto Ordaz, diante do México. Na primeira fase a equipe de Dunga ainda enfrenta Chile e Equador. Dunga ainda não revelou a equipe que começa a competição, mas deve mandar a campo a formação que vem treinando entre os titulares nas últimas semanas, com Hélton; Maicon, Alex, Juan, Gilberto; Mineiro, Gilberto Silva, Elano, Diego; Robinho e Vágner Love. |