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24/06/2007 - 18h01

Cruzeiro vence o Atlético em clássico emocionante no Mineirão

Da Redação
Em Belo Horizonte
No dia de São João, foi a torcida cruzeirense que teve motivos para soltar rojões ao final de um clássico, marcado pelas mudanças constantes de situações. Depois de abrir 2 a 0 no primeiro tempo, ceder o empate em 17 minutos da etapa final e ver o adversário desperdiçar um pênalti, o Cruzeiro venceu o Atlético, por 4 a 2, neste domingo, no Mineirão. Com o resultado, a equipe de Dorival Júnior chegou aos 10 pontos, reduzindo para apenas um a sua diferença para o time de Zetti.

CRUZEIRO VENCE BEM
Washington Alves/Divulgação/Cruzeiro
Araújo marcou os 2 primeiros do Cruzeiro
Washington Alves/Divulgação/Cruzeiro
De volta a Minas, Roni enfrenta o ex-time
Washington Alves/Divulgação/Cruzeiro
Guilherme foi autor do terceiro da "Raposa"
Washington Alves/Divulgação/Cruzeiro
Festa dos cruzeirenses com triunfo enfático
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Foi uma partida de dois tempos distintos. No primeiro, com atuação destacada do atacante Araújo, sói deu o Cruzeiro. Na etapa final, o Atlético cresceu, empatou, desperdiçou um pênalti mal cobrado por Marcinho e defendido pelo goleiro Gatti. Logo depois o meia Wagner, que fez sua reestréia após um rápido período na Arábia Saudita, deixou Guilherme em condições de desempatar o clássico. Ramirez marcou o quatro do seu time.

O triunfo do Cruzeiro confirma a surrada frase de efeito que "em clássico não há favorito". O Atlético entrou em campo melhor colocado na classificação, invicto no Mineirão e sob o comando do técnico Zetti, além de atuar com a mesma formação pela quinta vez consecutiva. Mas, com a bola rolando, foi a equipe celeste, apesar de utilizar sua 39ª escalação diferente, que levou a melhor.

Antes de a bola rolar, o clássico foi marcado por presenças ilustres dos dois lados: o lateral argentino Sorín e o zagueiro Caçapa, ambos atuando no futebol europeu e torcendo por Cruzeiro e Atlético, respectivamente. Foi realizada também uma homenagem ao ex-zagueiro Wilson Gotardo, o capitão do time que conquistou o título mineiro, 10 anos atrás, quando foi estabelecido o recorde definitivo de público do Mineirão, na final diante do Villa Nova, por 1 a 0: 132.834 torcedores. Pelo lado atleticano, teve bolo no gramado para o goleiro Diego, que fez 22 anos.

O chamado "clássico da paz", como foi batizado pela imprensa esportiva local, começou com jogadores se estranhando dentro de campo, como Marcinho e Charles, além de duas pegadas fortes de Leandro Domingues. Com o passar do tempo, a bola rolou mais e aí o Cruzeiro levou vantagem, com destaque para as assistências do ex-atleticano Roni, que pela primeira vez enfrentou a torcida do time que ajudou a conquistar o título da Série B, ano passado, e as finalizações de Araújo, que explicam a vitória parcial por 2 a 0.

No segundo tempo, a história do jogo foi outra. O Atlético pressionou muito o adversário, especialmente após conseguir um gol, marcado por Lima, logo aos 7min, e a vitória que parecia definida com o placar do primeiro tempo, começou a ficar ameaçada. Aos 17min, em novo gol de cabeça, o alvinegro empatou, por intermédio de Éder Luís. Aos 28min, Marcinho perdeu o pênalti. Guilherme e Ramires garantiram a vitória celeste.

O Cruzeiro, que pontuou pela primeira vez neste Brasileiro no Mineirão, já tinha sido derrotado nos três jogos anteriores, terá a chance de buscar a segunda vitória consecutiva em casa, já que recebe o Vasco, no Mineirão, no próximo sábado. O Atlético, por sua vez, que sofreu a primeira derrota perto da sua torcida nessa competição, terá que buscar sua reabilitação como visitante. O time de Zetti enfrenta o Internacional, em Porto Alegre, às 18h10, de sábado que vem.

O jogo

O primeiro tempo do clássico teve o domínio total do Cruzeiro. Determinado na marcação e organizado em campo, o time do técnico Dorival Júnior se aproveitou ainda da falta de inspiração dos principais jogadores adversários, como Marcinho, Danilinho e Coelho. Além disso, a equipe de Zetti esteve mal posicionada, errando passes em excesso e possibilitando o contra-ataque ao rival.

Foi assim, jogando no erro do Atlético, e na base da velocidade que o Cruzeiro deixou o Mineirão, após os 45 minutos iniciais, vencendo por 2 a 0. Os dois gols foram marcados pelo atacante Araújo, que ainda desperdiçou uma oportunidade anterior, aos 13min. Ele tabelou com Roni e driblou um zagueiro adversário, antes de chutar, mas o goleiro Diego fez difícil defesa.

Dois minutos depois, no entanto, Araújo marcou o seu primeiro gol no clássico contra o Atlético. O ex-atleticano Roni puxou o contra-ataque e deixou Araújo livre para tocar para as redes. O segundo gol celeste saiu aos 45min, quando Charles avançou pela direita e cruzou rasteiro, a bola passou pela área, não foi cortada por Lima e Araújo marcou de novo e chegou aos 50 gols em jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro.

Entre os dois gols cruzeirenses, o Atlético tentou sair para o jogo mas não conseguiu. A maior prova disso é que o goleiro Gatti não fez uma única defesa importante. Nas seis finalizações atleticanas, cinco foram para fora e uma foi fraca. A melhor chance do alvinegro foi aos 43min, quando Coelho fez boa jogada individual e na sobre o meia Marcinho bateu forte, mas a bola saiu por pouco.

O Cruzeiro finalizou mais - sete vezes -, mas acertou o alvo quatro vezes, sendo que colocou duas na rede. O time celeste cometeu mais faltas - 11 contra cinco -, mas foi o Atlético quem errou mais passes: 17 contra 14 e fez mais jogadas de linha de fundo: oito contra três do tradicional rival. No quesito determinação, também os atletas celestes estiveram melhor na etapa inicial, ganhando a maior parte das disputas de bola.

Os dois times voltaram com as mesmas formações da etapa inicial. O Atlético retornou mais determinado e buscando mais o ataque. Aos 7min, a equipe atleticana marcou o seu gol. Coelho cobrou escanteio e o zagueiro Lima, de cabeça, colocou a bola nas redes, fazendo o seu segundo gol no Brasileiro. Quatro minutos depois, Éder Luís chutou forte e Gatti fez ótima defesa. Para tentar aproveitar o momento, Zetti trocou Galvão pelo jovem Paulo Henrique, que se movimenta mais que o titular.

Não demorou muito para o Atlético empatar a partida. Novamente Coelho fez o cruzamento alto e, dessa vez, o baixinho Éder Luís foi quem usou a cabeça, aos 17min, para fazer o segundo gol atleticano. Logo depois, Dorival Júnior fez duas alterações para recuperar a ofensividade perdida. Ele tirou o volante Charles e o meia Leandro Domingues colocando Wagner, que fez sua reestréia após a rápida passagem pela Arábia Saudita, e o atacante Guilherme, voltando de contusão.

O jogo continuou cheio de alternativas. Quando o momento era melhor para o Atlético, que chegou a desperdiçar o pênalti, com Marcinho, o Cruzeiro mostrou força para buscar a vitória, que quase havia deixado escapar. Guilherme desempatou, aos 31min, e Ramires, aos 39min confirmou o triunfo cruzeirense. No final, a torcida celeste gritou olé, vendo o seu time tocando a bola.

Cruzeiro
Gatti, Mariano, Léo Fortunato, Thiago Heleno e Fernandinho; Renan, Ramires, Charles (Wagner) e Leandro Domingues (Guilherme); Roni (Nenê) e Araújo
Técnico: Dorival Júnior

Atlético-MG
Diego; Coelho, Lima, Marcos e Thiago Feltri; Rafael Miranda, Bilu (Vanderlei), Danilinho e Marcinho; Galvão (Paulo Henrique) e Éder Luís (Tchô)
Técnico: Zetti

Data: 24/6/2007 - domingo
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Héber Roberto Lopes (PR)
Assistentes: Rogério Carlos Rolim (PR) e Aparecido Donizetti Santana (PR)
Cartões amarelos: Ramires (Cruzeiro); Danilinho (Atlético-MG)
Gols: Araújo, aos 15min e aos 45min do primeiro tempo; Lima, aos 7min, Éder Luís, aos 17min, Guilherme, aos 31min e Ramires, aos 39min do segundo tempo

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