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Estrela de um ataque que não vem correspondendo, pelo menos nos últimos amistosos, Robinho acredita que não carregará responsabilidade adicional na seleção brasileira durante a disputa da Copa América.
"Eu sou atacante, não sou centroavante. Não tenho essa responsabilidade de fazer os gols. Mas, se precisar, posso ser o artilheiro do time", afirmou o atacante do Real Madrid. Ao todo, a seleção realizou 11 partidas sob o comando de Dunga, anotando 20 gols, apenas cinco marcados por atacantes. Por sua vez, a média de gols caiu na comparação dos amistosos de 2006 (pós-Copa) e os de 2007: 2,33 para 1,2. Na estréia da seleção na Copa América, diante do México na próxima quarta-feira, Robinho deve formar dupla de frente com Vágner Love. Pelo menos essa vem sendo a formação nos trabalhos táticos prévios à competição. Com Dunga, Robinho marcou apenas uma vez, na goleada sobre um combinado do Kuait. Por sua vez, Vágner Love anotou nas vitórias sobre País de Gales e Gana. Essa formação da dupla de ataque esteve presente com Dunga em duas oportunidades apenas, na vitória sobre Gana (1 a 0) e no empate sem gols contra a Inglaterra, ambas partidas disputadas neste ano. Além de Robinho e Vágner Love, Dunga conta com Afonso e Fred no grupo que disputa a Copa América. O treinador ainda dispõe da opção de Júlio Baptista, meio-campo que tem atuado ultimamente como atacante no futebol europeu. Sem privilégios de estrela Com as ausências de Kaká e Ronaldinho Gaúcho na seleção brasileira que disputa a Copa América, Robinho se deparou com a sobrecarga de atenção, principalmente depois da chegada do grupo à Venezuela. No entanto, a condição de estrela maior da companhia não agrada o atacante. Assim como na questão dos gols, Robinho prefere responder apenas por uma parcela da responsabilidade. "As pessoas falam que eu sou a estrela da seleção, mas eu sou um jogador importante, assim como outros jogadores. Trabalho sem nenhum privilégio dentro da seleção", declara o atacante. |