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24/06/2007 - 18h12

Robinho descarta responsabilidade por gols na seleção

Bruno Freitas e Leandro Canônico
Enviados especiais do UOL
Em Puerto La Cruz (Venezuela)
Estrela de um ataque que não vem correspondendo, pelo menos nos últimos amistosos, Robinho acredita que não carregará responsabilidade adicional na seleção brasileira durante a disputa da Copa América.

AFP
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O atacante, que esteve nas últimas semanas no meio de uma polêmica entre o Real Madrid e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em razão do atraso de sua apresentação à seleção, diz não querer carregar sozinho a responsabilidade de ser a solução ofensiva do time na Copa América.

"Eu sou atacante, não sou centroavante. Não tenho essa responsabilidade de fazer os gols. Mas, se precisar, posso ser o artilheiro do time", afirmou o atacante do Real Madrid.

Ao todo, a seleção realizou 11 partidas sob o comando de Dunga, anotando 20 gols, apenas cinco marcados por atacantes. Por sua vez, a média de gols caiu na comparação dos amistosos de 2006 (pós-Copa) e os de 2007: 2,33 para 1,2.

Na estréia da seleção na Copa América, diante do México na próxima quarta-feira, Robinho deve formar dupla de frente com Vágner Love. Pelo menos essa vem sendo a formação nos trabalhos táticos prévios à competição.

Com Dunga, Robinho marcou apenas uma vez, na goleada sobre um combinado do Kuait. Por sua vez, Vágner Love anotou nas vitórias sobre País de Gales e Gana.

Essa formação da dupla de ataque esteve presente com Dunga em duas oportunidades apenas, na vitória sobre Gana (1 a 0) e no empate sem gols contra a Inglaterra, ambas partidas disputadas neste ano.

Além de Robinho e Vágner Love, Dunga conta com Afonso e Fred no grupo que disputa a Copa América. O treinador ainda dispõe da opção de Júlio Baptista, meio-campo que tem atuado ultimamente como atacante no futebol europeu.

Sem privilégios de estrela
Com as ausências de Kaká e Ronaldinho Gaúcho na seleção brasileira que disputa a Copa América, Robinho se deparou com a sobrecarga de atenção, principalmente depois da chegada do grupo à Venezuela.

No entanto, a condição de estrela maior da companhia não agrada o atacante. Assim como na questão dos gols, Robinho prefere responder apenas por uma parcela da responsabilidade.

"As pessoas falam que eu sou a estrela da seleção, mas eu sou um jogador importante, assim como outros jogadores. Trabalho sem nenhum privilégio dentro da seleção", declara o atacante.

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