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24/06/2007 - 18h17

Um ano depois, Mineiro comemora mudança de status

Bruno Freitas e Leandro Canônico
Enviados especiais do UOL
Em Puerto La Cruz (Venezuela)
Na Copa do Mundo da Alemanha, o volante Mineiro chegou às pressas para substituir o lesionado Edmílson e não jogou sequer uma partida. Um ano depois, o mesmo jogador é presença constante nas convocações de Dunga e provável titular do time que estréia na Copa América na quarta-feira, contra o México, em Puerto Ordaz.

Essa mudança de status do ex-são-paulino é bastante comemorada por ele, embora ainda mantenha a ponderação de sempre no discurso. "Ainda não foi definido se eu vou ser titular [ele treinou entre os titulares todo o tempo], mas vou procurar fazer o meu melhor para que as convocações continuem", disse Mineiro.

Dono de alto poder de marcação no meio-de-campo, o volante do Hertha Berlim avalia também a mudança de clima entre um ano e outro. Além de a sua expectativa aumentar, já que sabe que jogará a competição, existe uma evolução maior do entrosamento com o grupo, o que é melhor para outras oportunidades também.

"É claro que a expectativa aumenta em relação à Copa do Mundo, porque agora vou ter a oportunidade de mostrar o meu trabalho. Espero que eu consiga repetir na seleção brasileira o mesmo sucesso que tive no São Paulo", declarou Mineiro, campeão paulista, brasileiro, mundial e da Libertadores com o clube do Morumbi.

Uma das chances de repetir o sucesso que teve no São Paulo seria reeditar a dupla com Josué no meio-de-campo. No entanto, o técnico Dunga até aqui só deu indícios de que a dupla de volantes será Mineiro e Gilberto Silva.

"Nunca podemos relacionar a seleção brasileira com o clube, porque o tempo de trabalho é bastante diferente. O Josué é um bom profissional e temos um bom relacionamento fora de campo. Mas o Gilberto Silva também se dá bem comigo e vamos nos entrosar", acrescentou o camisa 5 do Brasil.

A primeira vez de Mineiro na seleção brasileira aconteceu quando ainda jogava pela Ponte Preta e foi chamado por Emerson Leão para a disputa da Copa das Confederações em 2000. Depois disso, o volante veio a ter uma oportunidade apenas sob o comando de Carlos Alberto Parreira.

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