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27/06/2007 - 08h55

Campeão de faltas, São Paulo refuta ser time violento

Alexandre Sinato
Em São Paulo
Dono da melhor defesa do Campeonato Brasileiro com apenas dois gols sofridos, o São Paulo também lidera outra estatística no certame. Após sete rodadas, a equipe de Muricy Ramalho é a mais faltosa das 20 que disputam o título nacional.

Embora as chances sejam reduzidas, o São Paulo pode ter a vitória por 1 a 0 sobre o Paraná impugnada nesta quarta-feira. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julga à noite o pedido de anulação da partida feito pelo clube paranaense.

Realizado no dia 3 de junho, na Vila Capanema, o duelo teve lances polêmicos que geraram muitas reclamações do time anfitrião, concorrente direto do São Paulo pelas primeiras colocações do Brasileiro.

Os lances questionados pela diretoria do Paraná foram o pênalti sobre Aloísio (depois convertido por Rogério Ceni) e o gol de Luís Henrique aos 47min do segundo tempo, anulado pelo trio de arbitragem comandado por Leonardo Gaciba.
VITÓRIA SOBRE PARANÁ VAI A JULGAMENTO NESTA QUARTA
Segundo levantamento do Datafolha, o São Paulo, terceiro colocado, cometeu média de 27 faltas por jogo, o maior índice do campeonato. O Paraná, vice-líder do Brasileiro, aparece logo em seguida, com 26,9. O Internacional fecha a lista dos três mais faltosos (26,7).

A equipe do Morumbi também figura em posição destacada no ranking dos cartões vermelhos. As expulsões de Aloísio, Leandro e Hugo deixam o São Paulo em terceiro lugar no quesito, atrás de América-RN (cinco vermelhos) e Náutico (quatro).

Apesar dos números, Muricy não considera seu time violento. Para ele, que costuma avaliar o futebol atual como "chato", o estilo de jogo de hoje em dia faz com que as faltas sejam cada vez mais recorrentes.

"Hoje a condição física dos jogadores diminui os espaços dos adversários, exige que um time não deixe o outro respirar. O futebol atual é isso, pura pegada e velocidade, mas não mando ninguém dar porrada", disse o comandante tricolor.

Muricy afirma que o duelo com o Santos no último domingo, em que o São Paulo venceu o rival por 2 a 0, na casa do adversário, exemplificou em boa parte seu argumento.

"O futebol atual tem pouco espaço e muito contato entre os jogadores. Na Vila, por exemplo, o campo é apertado e as duas equipes fizeram muitas faltas", completou o treinador.

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