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No último treino realizado na Academia de Futebol da Barra Funda antes do duelo de sábado com o Corinthians, a torcida do Palmeiras protestou pela atual situação da equipe no Campeonato Brasileiro. Os membros de uma organizada trancaram o portão com um cadeado e atrasaram em mais de uma hora a saída da delegação alviverde para Jarinu, cidade do interior do estado de São Paulo na qual os atletas ficaram concetrados para o clássico.
"A mudança nem sempre é rápida como todo mundo gostaria que fosse, com vitórias a curto prazo. Eles têm que ter mais paciência, mas estamos aberto ao diálogo", analisou o cartola. Esta não é a primeira vez que os torcedores protestam na Academia de Futebol neste mês. Antes da partida contra o Goiás, pela sexta rodada do Nacional, eles tiveram acesso ao local de treinamento, que estava aberto ao público por causa de jogos dos times das categoiras de base do Palmeiras, e criticaram o atacante Cristiano, o zagueiro Edmílson e Caio Júnior. Após a derrota para o Atlético-PR por 2 a 0 no Parque Antarctica, a pressão sobre Caio Jr. aumentou. Na segunda-feira, o gerente de futebol, Toninho Cecílio, entrou em contradição sobre a postura da diretoria e não assegurou a permanência do treinador em caso de derrota para o Corinthians. Nesta quarta, após o treino da manhã, que foi aberto à imprensa, Caio Jr. revelou que recebeu apoio "incondicional" do vice-presidente Gilberto Cipullo. "Depois do jogo o Dr. Gilberto falou sobre isso e pra mim foi suficiente. O Palmeiras é um time grande que convive com esse problema há muito tempo e no ano passado teve quatro treinadores. Essa pressão é normal porque vivemos um momento de turbulência em campo por causa de tantos problemas que estamos enfrentando de desfalques", analisou o técnico. Após o treino, a delegação do clube alviverde viaja para Jarinu, cidade do interior do estado de São Paulo, onde fica concentrada até sexta-feira à tarde. Palmeiras e Corinthians se enfrentam sábado, às 18h10, no Morumbi. |