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28/06/2007 - 11h56

Renato ridiculariza diretor do Bota e esquenta clima do clássico

Leonardo Velasco
No Rio de Janeiro
O já 'quente' clássico entre Fluminense e Botafogo, no próximo sábado, ganhou contornos de 'guerra' nesta quinta-feira. As acusações de Marcio Touson, supervisor de futebol do Botafogo, de que o técnico Renato Gaúcho, do Fluminense, teria impedido o time alvinegro de realizar um treino de reconhecimento do Engenhão foram respondidas de maneira veemente pelo treinador tricolor.

Na última quarta-feira, Márcio Touson contou que Renato Gaúcho fez pressão para que não houvesse nenhum treino no Engenhão no objetivo de preservar o gramado, que não estaria nas melhores condições.

Assim, a Prefeitura do Rio de Janeiro, que liberaria o estádio para o reconhecimento do gramado se os dois clubes estivessem de acordo, vetou o treino do Botafogo no local nesta quinta-feira.
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"Não devia nem dar explicação para quem não entende nada de futebol e nem dar 15 minutos de Big Brother para esse cidadão. Esse mauricinho que está falando bobagem não sabe onde vamos jogar. Não é ele que vai jogar com gramado esburacado", atacou Renato.

O supervisor do Botafogo contou que escutou o recado de Renato Gaúcho via rádio ao coordenador de apoio técnico do Fluminense, Vinícius Eutrópio, que também esteve no estádio na manhã da última quarta.

"Ele não vai nem aparecer no estádio e nem pode criticar o estado do gramado. Esse cara é um corneta. Se as pessoas não pensam na frente, não posso fazer nada, eu penso", afirmou o técnico do Flu.

Além de criticar duramente o dirigente, Renato Gaúcho ironizou a declaração de que o Fluminense não teria se programado para testar o gramado do Engenhão.

"Sobre programação, talvez o Fluminense esteja um pouco apertado mesmo. Tivemos que nos programar para fazer a entrega das faixas [pela conquista da Copa do Brasil], coisa que o Botafogo não tem feito", disse o treinador.

Outro que reclamou da reação de Márcio Touson foi o coordenador geral de futebol Branco: "Ele quer é aparecer falando essas besteiras e já teve os cinco minutos de fama que queria. Desestabilizar a gente ele não vai, estamos tranqüilos".

O cartola tricolor avisou que a prefeitura do Rio de Janeiro impediu que as equipes realizassem o trabalho de reconhecimento do novo estádio, construído para a disputa dos Jogos Pan-Americanos.

"O gramado não foi liberado nem para o Fluminense, nem para o Botafogo porque é novo. Acusar o Renato não faz sentido, porque ele também queria usar o gramado", encerrou Branco, "esquecendo" que Renato Gaúcho não queria usar o campo para preservá-lo.

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