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28/06/2007 - 19h32

Botafogo encerra a polêmica com o técnico do Flu

Vinicius Barreto Souto
No Rio de Janeiro
A dois dias do clássico entre Fluminense e Botafogo, no próximo sábado, no Engenhão, pelo Campeonato Brasileiro, o elenco alvinegro abdicou do contra-ataque ao técnico adversário, Renato Gaúcho. Nesta quinta-feira, jogadores, o treinador Cuca e o presidente Bebeto de Freitas procuraram encerrar de vez a polêmica com o comandante rival.

Antes do elenco do Botafogo firmar o pacto para encerrar a polêmica, no início da tarde, Marcio Touson cutucou Renato Gaúcho. Assim que tomou conhecimento das declarações do técnico do Fluminense, o supervisor de futebol alvinegro respondeu ao ataque do treinador.

"Ele passou aqui e teve chance de carimbar uma faixa para a gente. Mas, no dia seguinte, estava comemorando com o nosso rival", disse à Rádio Brasil Touson, referindo-se a um episódio ocorrido em 1992. Na ocasião, Renato, então atacante do Botafogo, participou de um churrasco com o atacante Gaúcho, do Flamengo, um dia depois de o time rubro-negro vencer o alvinegro por 3 a 0 na primeira partida da decisão do Campeonato Brasileiro, cujo título foi para o clube da Gávea.
MAS TOUSON CUTUCA RENATO
"De repente ele [Renato] falou o que veio na cabeça, por ser uma pessoa natural. Mas não é desrespeito para ninguém. Vamos jogar e parar com esse disse me disse, que isso não traz benefício para ninguém. Não gosto de polêmica. Se continuarmos com isso, vamos levar um clima ruim para o campo, e não queremos isso", afirmou o técnico Cuca.

O clima para o clássico esquentou de vez na manhã desta quinta-feira, quando Renato Gaúcho ridicularizou o supervisor de futebol do Botafogo, Marcio Touson - chamado de "mauricinho" -, e também ironizou o clube alvinegro.

Na última quarta-feira, Touson contou que o técnico do Fluminense fez pressão para a Prefeitura do Rio de Janeiro não liberar o Engenhão para um treino de reconhecimento do gramado que a comissão técnica do Botafogo havia programado para esta quinta-feira.

"De nossa parte não tem nada, e acho que do Fluminense também. Temos que ter a dimensão exata de saber dar o exemplo, que é ir a campo e promover um espetáculo. Vamos jogar da mesma forma de sempre", insistiu Cuca, que até procurou demonstrar bom-humor com a situação.

"Ele [Touson] é mauricinho mesmo, não tem problema. Ele anda de camisinha fechada, mas é gente boa demais. É um cara bacana. Amanhã ou depois o Renato conhece ele e vê que o Marcio é um cara tão bom quanto o Renato", disse.

O presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, também procurou encerrar a polêmica. "Quero ver o clássico. Estamos torcendo para que tudo aconteça normalmente. É uma festa que vai inaugurar um estádio importante para o futebol do Brasil e do Rio de Janeiro. Não tem por que ter guerra do lado de fora. Cada um fala o que pensa. Eu falo de um jeito, mas outros se exprimem de outra forma", declarou.

Assim como o técnico e o dirigente, os jogadores evitaram responder ao ataque de Renato Gaúcho. "Precisamos ser inteligentes e saber que temos que entrar em campo para vencer, independentemente do adversário e das situações extra-campo. Isso não cabe a nós. Aconteceu um bate-boca entre pessoas que não vão jogar, então, não temos que levar isso para dentro de campo", disse o meia Zé Roberto.

"Tenho certeza que ele [Renato] falou sem pensar. Mas nenhum comentário do Renato vai atrapalhar nem ajudar o Botafogo. Nosso objetivo vai ser o mesmo", afirmou o volante Túlio, descartando clima de "guerra" no clássico de sábado.

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