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A pressão inicial era tanta que parecia um jogo fácil, mas o ataque do São Paulo voltou a falhar nas conclusões e complicou a partida. Nesta quinta-feira, no Orlando Scarpelli, o time do técnico Muricy Ramalho viu seus comandados empatarem por 0 a 0 com o Figueirense perdendo muitas chances de gol.
Com o resultado, o São Paulo chega a 14 pontos e empata com o Paraná na vice-liderança do torneio, mas com desvantagem nos gols marcados (7 contra 14). Para o Figueirense, a igualdade significa a permanência na área intermediária do Brasileiro. Os comandados de Mário Sérgio chegaram a 11 pontos, agora na décima posição, mas a situação pode mudar com os resultados dos jogos de sábado, que completam a oitava rodada da competição. O empate pára uma reação do time paulista na temporada. Depois de ser eliminado na semifinal do Campeonato Paulista para o São Caetano, a equipe tricolor viveu um mau momento, sob desconfiança da torcida e com ameaças ao cargo de Muricy Ramalho. As duas últimas vitórias (contra Vasco em casa e Santos fora, ambas por 2 a 0), porém, melhoraram o astral no Morumbi. Só que um velho problema são-paulino voltou a aparecer em Santa Catarina: a ineficiência do ataque. Durante a fase negra da equipe na temporada, o setor que mais se destacou negativamente foi o ofensivo. Foram sete jogos seguidos sem gols de atacantes, e o jejum acabou com os dois de Borges contra o Vasco há duas rodadas. No último domingo, mais dois voltaram a marcar. Aloísio, que passou quase dois meses em branco, fez o primeiro da vitória contra o Santos. Dagoberto, que completou o marcador, anotou pela primeira vez com a camisa do São Paulo. A boa atuação, porém, não se repetiu. Com mais posse, espaços nas laterais e trocas de passes rápidas, a equipe do Morumbi criou diversas chances no Orlando Scarpelli. Só no primeiro tempo, foram duas bolas na trave (uma de Aloísio e outra de Edcarlos, em lance anulado pela arbitragem). Depois do intervalo, Dagoberto, Ilsinho e Jorge Wagner perderam chances claras, e o time mais uma vez passou em branco. Enquanto isso, o Figueirense, que em quase nenhum momento assustou Rogério Ceni, conseguiu o que queria. Fechado na segunda etapa, a equipe catarinense pouco buscou o ataque e contou com o cansaço são-paulino para equilibrar as ações nos minutos finais. Na próxima terça-feira, pela nona rodada, o São Paulo recebe o Internacional no Morumbi. Enquanto isso, o Figueirense enfrenta o Cruzeiro, novamente no Orlando Scarpelli. Figueirense Wilson, Anderson Luís, Vinícius, Felipe Santana, Cleiton Xavier; Carlinhos, Henrique, Fernandes (Diogo) e Peter (Jean Carlos); Otacílio Neto e Victor Simões Técnico: Mário Sérgio São Paulo Rogério Ceni; Edcarlos, Breno e Miranda; Ilsinho, Richarlyson, Hernanes, Leandro (Souza) e Jorge Wagner; Dagoberto (Lenílson) e Aloísio Técnico: Muricy Ramalho Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC) Árbitro: Luis Antônio Silva Santos (RJ) Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues e João Luiz Ribeiro Magalhães (ambos do RJ) Cartões amarelos: Peter (F) e Jorge Wagner (S) |