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05/07/2007 - 15h23

Marcinho se diz injustiçado, mas aceita vaia dos atleticanos

Da Redação
Em Belo Horizonte
O pênalti desperdiçado contra o Cruzeiro, pela sétima rodada do Brasileiro, quando o jogo estava em 2 a 2, pouco depois de o Atlético-MG buscar o empate, continua perseguindo o meia Marcinho. Ele atribuiu a esse fato as vaias da torcida atleticana, quando ele foi substituído por Tchô, no 1 a 1 com o Flamengo, nesta quarta-feira, no Mineirão.

"Quando você perde pênalti no clássico a torcida demora muito tempo para esquecer, mas ela não pode esquecer que eu já fiz dois gols no clássico, ainda mais um na final, que deu o título ao Atlético. Achei injusta essa vaia, mas aceito", afirmou Marcinho, lembrando que no ano passado, antes de se tornar ídolo do torcedor atleticano, enfrentou situação ainda mais difíceis.

"Acabei o ano passado aplaudido e tenho certeza que com duas ou três partidas boas que eu fizer estarei sendo aplaudido novamente", comentou Marcinho, que começou a receber vaias contra o Flamengo, ainda no primeiro tempo, quando perdeu algumas bolas para os marcadores adversários, especialmente para o volante Paulinho.

Apesar de muito marcado, o camisa 10 atleticano participou de algumas das principais jogadas ofensivas do seu time. Obrigou o goleiro Diego, do Flamengo, a fazer a defesa mais bonita do jogo, em uma cabeçada no segundo tempo. Antes disso, ele criou boa chance de gol, mas chutou mal, para fora.

A atuação de Marcinho foi elogiada pelo técnico Zetti. "Na minha concepção, ele foi muito bem dentro do que esperava. Taticamente, ele está jogando para o time, é um jogador que está fazendo a função de meia-armador, não pode exigir dele ficar lá atrás, marcando", afirmou o treinador.

"Acho que ele está fazendo bem a sua função, no momento que sobra a bola ele pode decidir o jogo, como teve várias oportunidades de deixar Danilinho, o Éder na cara do gol. Essa é a função dele, estou cobrando e ele está executando, mas do outro lado tínhamos cinco marcadores no meio-campo e o Paulinho grudado no Márcio e não o deixou trabalhar", observou.

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