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Sensação da primeira fase da Copa América, como única seleção com 100% de aproveitamento, a Argentina vai para as finais com favoritismo mais destacado em relação aos demais adversários, mesmo em comparação com o Brasil. O instante de badalação ao arqui-rival na Venezuela não faz a cabeça do técnico Dunga, que enfrentou mais dificuldades e mais críticas do que o argentino Alfio Basile no estágio inicial da competição.
"Não sei da Argentina, tem que perguntar ao treinador da Argentina. Dizem que eles têm um futebol requintado, diferente, mas eles atuam com três volantes também. Por que para a Argentina vale e para o Brasil não vale? Usam o Verón, o Cambiasso. É muita teoria, quero ver na prática", desabafou o técnico, sem citar o terceiro volante argentino, Mascherano. Questionado sobre a diferença de exuberância entre sua seleção e a Argentina na primeira fase da Copa América, Dunga admite que a equipe que tem em mãos ainda não atingiu o nível de excelência que deseja. "Não dá para ser espetacular toda hora, temos que ver que também existe um adversário que não deixa o Brasil jogar", argumenta. "O Brasil alterna bons momentos, em que consegue tocar bola, com outros não tão bons. Somos uma equipe ainda em formação, com poucos jogos. Só no decorrer jogos vamos atingir esse nível", adicionou o treinador. Segundo colocado do grupo B, o Brasil enfrenta o Chile nas quartas-de-final, em duelo que acontece neste sábado em Puerto La Cruz. Pela disposição das chaves, a equipe de Dunga terá um choque com a Argentina somente em uma eventual final, ou em uma decisão de terceiro e quarto lugares. Embalados por três vitórias na primeira fase (sobre EUA, Colômbia e Paraguai), a seleção argentina terá como adversário nas quartas-de-final o Peru, em confronto marcado para o domingo. |