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14/07/2007 - 23h33

Dorival Júnior fica satisfeito com atuação do Cruzeiro

Da Redação
Em Belo Horizonte
Mais que a conquista dos três pontos na vitória por 2 a 1 sobre o Goiás, que garantiu o Cruzeiro na oitava colocação do Campeonato Brasileiro, a atuação do time, que entrou modificado, foi o que mais agradou o técnico Dorival Júnior. Para ele, seria uma injustiça se a equipe saísse de campo com o empate.

"Foi uma vitória importante realmente, não só pelo resultado em si. Se teve uma equipe que mereceu vencer pelos 90 minutos apresentados, essa foi a equipe do Cruzeiro. Foi uma equipe vibrante desde o início, marcando forte, criando inúmeras oportunidades. Fiquei muito satisfeito com o que eu vi hoje e seria uma judiação muito grande se o resultado terminasse em igualdade", disse.

Apesar de saber da dificuldade em manter com freqüência um alto nível de rendimento em um campeonato de 38 rodadas, Dorival júnior espera que o empenho da equipe se repita nos próximos confrontos. Para ele, mesmo oscilando em algumas partidas anteriores, o grupo provou que tem potencial.

"Fiquei satisfeito pelo o que eu vi, pela maneira como foi construído o resultado e eu espero que seja mantido para as próximas partidas. Se uma equipe mostra que pode atingir uma situação como essa temos que brigar para que possamos mantê-la. Sabemos que não vai acontecer sempre, mas a postura da equipe mostra que tem muitas qualidades e quando todos estão focados num objetivo, o resultado é bem superior", observou.

Para Dorival Júnior, o gol de cabeça de Leandro Domingues que deu a vitória ao time celeste no segundo tempo representou bem a atitude da equipe em campo. Apesar de a jogada ser bem trabalhada na Toca da Raposa II, ele acredita que o jogador teve personalidade na disputa de bola.

"É o tipo de jogada que é trabalhada em praticamente todos os treinamentos, às vezes é um detalhe, o Leandro estava ali como sobra e eu ainda pedi isso a ele, e de repente ele saiu antecipando e foi muito feliz. Ele sentiu que ia fazer o gol porque teve presença de espírito, vínhamos criando com personalidade mas não transformávamos em gol", afirmou.

O quarteto ofensivo formado por Wagner, Guilherme, Roni e Araújo também foi elogiado pelo treinador. Mesmo com a responsabilidade de criar as jogadas eles, em toda a partida, tiveram a preocupação de participar do sistema defensivo e por isso saíram bastante cansados de campo.

"O desgaste é muito grande porque são jogadores que têm como principal característica a criação, então a movimentação é constante e isso é importante. O Wagner sentiu a partida, saiu com cãibra, a mesma coisa aconteceu com o Leo porque foram a exaustão, outros jogadores caíram de rendimento, mas pelo empenho, na busca do gol", disse.

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