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Ao comentar o desempenho do seu time na goleada sobre o América-RN, por 4 a 1, nesta quarta-feira, no Mineirão, o técnico Zetti comparou a situação do Atlético-MG nesse jogo a de uma pessoa sóbria que bate em alguém que esteja bêbado. "Quando você joga com um adversário que está em último, se perde é complicadíssimo, então é o risco que a gente tinha de correr", afirmou o treinador atleticano.
Ele elogiou o comportamento dos jogadores que assimilaram a mudança de esquema tático, já que o Atlético atuou, pela primeira vez com Zetti no 3-5-2. "Os atletas entenderam a proposta, acreditaram no que tinha de ser feito. Fiquei dois dias vendo os jogos do adversário", comentou o treinador, que não se considerou "aliviado" com o triunfo após cinco jogos sem vencer. Segundo Zetti, isso só acontecerá ao término do Brasileiro e se o time estiver em uma boa colocação. "A equipe não merece a atual colocação diante desse plantel e do que eles produziram", comentou o treinador atleticano, para quem os jogadores deram uma resposta para eles mesmos, do que precisava fazer. "A gente fala muito em atitude, mas não é isso, é cada um ser um pouco mais responsável, se dedicar mais dentro de campo no momento que está acontecendo a jogada. Hoje, eles tomaram iniciativa e melhoraram bastante a postura", avaliou Zetti. Para o treinador, o esquema montado por ele funcionou de acordo com o adversário, além de considerar que houve necessidade de sua utilização. "Até porque estava sem o Danilinho, que é um meia, fiquei só com o Márcio, o Tchô também machucou, o próprio Germano, que é um jogador que ataca um pouco mais, que tem uma qualidade maior no passe, também machucado", lembrou. "Acabei optando por essa marcação até porque três homens altos na área, três jogadores que tem boa marcação, o Vinícius jogador que já fez a ala, a lateral em outros lugares, e com três zagueiros o time não fica defensivo, ele chega com muita força na frente, com o Paulo Henrique e o Galvão", analisou. Zetti revelou que pensava em utilizar o Vanderlei, que ficou no banco, se precisasse usar mais a situação de bolas alçadas na área do adversário. "O segundo tempo não permitiu isso", afirmou. Ele disse que já era esperado lançar o Coelho na etapa final, em função do desgaste de Cláudio, que atuou como titular. "Já era esperado o cansaço do Cláudio, sete meses sem jogar uma partida com responsabilidade, mas é jogador que vem treinando muito bem, com força, e agüentou até os 40 minutos do 1º tempo, fez a função de marcar por dentro e sair para o jogo", comentou. |