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O Grêmio não se importou com o clima de revanche e venceu o Náutico por 2 a 0 na noite desta quarta-feira, em Recife, pelo Campeonato Brasileiro. Um ano e oito meses depois da partida que ficou conhecida como a Batalha dos Aflitos, as equipes se reencontraram, desta vez na primeira divisão. Confirmando o melhor retrospecto, os gaúchos mantiveram a invencibilidade de mais de um mês e se aproximaram mais da ponta da tabela. Ao contrário dos pernambucanos, que sofreram nova derrota e continuam na briga para não ficar na última colocação.
Os três pontos conquistados nos Aflitos levam o elenco comandado pelo técnico Mano Menezes aos 24, permanecendo na zona de classificação da Copa Libertadores da América. Invicto desde o dia 20 de junho (quando levou 2 a 0 do Boca Juniors), a equipe avança rumo à liderança, e tentará manter o embalo no Olímpico, sábado, contra o Atlético-PR. O Náutico, que retornou à primeira divisão neste ano, não conseguiu a tão esperada revanche, e assim chegou à sua oitava derrota em 14 rodadas do Brasileiro. Com apenas 10 pontos, vai dificultando sua saída do grupo do rebaixamento, e precisa se recuperar no jogo contra o Santos, no litoral paulista, no próximo sábado. O jogo O Náutico começou o embate em cima, surpreendendo o Grêmio, que demorou para se ajustar em campo. William quase comprometeu aos 3 minutos, quando errou uma saída de bola, que sobrou livre para Ferreira. Ele driblou Saja na entrada da área, mas foi bloqueado pelo próprio William na hora do arremate. Dominando o adversário, o alvirrubro investia pelos flancos, criava boas chances de gol, mas pecava no arremate. Mesmo sem ter criado chances e sendo controlado, o tricolor gaúcho fez valer o ditado "quem não faz, leva". Aos 30, Tcheco cobrou falta da esquerda na medida para Tuta, que cabeceou no canto direito para marcar 1 a 0. Sofrido o gol, os pernambucanos revelaram muito nervosismo, erravam muitos passes e discutiam entre si. Aos 46 surgiu a grande chance do empate. Acosta recebeu na área e prensou com William, e na sobra Ferreira livre chutou na rede, pelo lado de fora. No intervalo Tcheco justificava a falta de qualidade da equipe apontando a fraca condição do gramado do Aflitos. "Não dá para trocar passes, dar uma arrancada. É impressionante como a CBF libera um campo assim. Ainda bem que conseguimos esse gol, estávamos precisando", declarou. O Náutico seguia mostrando mais iniciativa no segundo tempo. Logo no primeiro minuto Sidny cobrou falta da intermediária e obrigou Saja a grande defesa. A resposta gaúcha veio aos 8, quando Tuta, Tcheco e Carlos Eduardo fizeram jogada em combinação e o último, livre na área, chutou para fora. Elicarlos quase empatou aos 19, numa bomba de fora da área que o goleiro espalmou. No rebote Felipe tentou completar, mas o chute não passou da marcação. Sem dar tempo do Grêmio respirar, o Náutico se mantinha em cima. Aos 21 Felipe cruzou da esquerda para Ferreira, que cabeceou bem, mas por cima do travessão. O Grêmio deixava o adversário tocar a bola, administrava a vantagem e esperava a hora de encaixar um contra-ataque. E foi desta forma que, aos 37, chegou aos 2 a 0. Tcheco lançou Carlos Eduardo, o garoto driblou o marcador e, de perna esquerda, chutou rasteiro para fechar o placar. Abalado e cansado, o time pernambucano não teve fôlego para buscar a reação até o apito final. Náutico Eduardo; Toninho, Onildo (Felipe) e Breno; Sidny, Daniel Paulista, Tales (Daniel Sobralense), Elicarlos, Acosta e Júlio César (Marcelinho); Ferreira Técnico: Roberto Fernandes Grêmio Saja; Patrício, William, Thiego e Itaqui (Léo); Gavilán, Adilson (Edmilson), Tcheco e Diego Souza; Carlos Eduardo (Kelly) e Tuta Técnico: Mano Menezes Data: 25/7/2007 (quarta-feira) Local: Estádio dos Aflitos, em Recife Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes Flho (Fifa/SP) Auxiliares: Valter José dos Reis (Fifa/SP) e Marinaldo Silvério (SP) Cartões amarelos: Toninho, Tales, Acosta, Daniel Sobralense (Náutico); Gavilán, Adilson, Edmilson (Grêmio) Gols: Tuta (aos 30min do 1º tempo); Carlos Eduardo (aos 37min do 2º tempo) |