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26/07/2007 - 22h27

Motivado por Leão, Atlético-MG vence o Fluminense, por 3 a 0

Da Redação
Em Belo Horizonte
Na presença do técnico Leão, que acompanhou o jogo de uma cabine, mas compareceu ao vestiário do seu time antes do jogo e também no intervalo, para orientar seus jogadores, o Atlético-MG venceu o Fluminense, por 3 a 0, recuperando-se da goleada para o Vasco, na rodada anterior. Pelo lado tricolor, a derrota interrompeu a seqüência de quatro jogos sem derrota e evitou que o time carioca chegasse ao terceiro triunfo consecutivo.

O técnico Renato Gaúcho havia manifestado, na véspera da partida, a preocupação com a contratação de Leão, pelo Atlético, por causa do motivador de uma troca de treinadores. O jogo mostrou que o treinador do Fluminense tinha razão. Os jogadores atleticanos entraram ligados em campo,nesta quarta-feira, no Mineirão, em grande parte pela preleção que o novo treinador fez, apesar de oficialmente o comando ter sido do interino Marcelo Oliveira.

Gabriel Monteiro Pinotti Affonso/AE
Paulo Henrique aproveita o rebote do goleiro e marca o segundo gol do Atlético
Fotocom.net
Thiago Silva, do Fluminense, tenta fazer o passe pressionado pela marcação do Galo
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A apatia atleticana evidente nos jogos anteriores - nas quatro últimas partidas a equipe tinha perdido três - não se repetiu. O time mineiro correu muito, sendo acompanhado nesse quesito pela equipe de Renato Gaúcho, que demonstrou muito empenho. O resultado disso foi uma partida intensamente disputada, embora muitas vezes sem grande qualidade.

O primeiro tempo, vencido parcialmente pelo Atlético, com um gol de Coelho, teve pouca emoção. O técnico Renato Gaúcho manteve o Fluminense no 3-6-1, e o time carioca acabou tendo uma postura muito defensiva, enquanto o Atlético também não esteve muito criativo. Na etapa final, à medida que o treinador visitante abria o seu time, o anfitrião conseguia explorar os contra-ataques. O Tricolor acabou o jogo com apenas um volante em campo.

Se tivesse vencido o jogo, o Fluminense teria chegado à quinta colocação, com 23 pontos, mas se manteve nos 20 (aproveitamento de 51,28%), na 10ª colocação, ficando a apenas um ponto de vantagem do Atlético, mas com uma partida a menos. O time de Leão chegou aos 19 pontos em 42 possíveis (desempenho de 45,23%), passando para a 11ª posição.

No próximo domingo, o alvinegro mineiro visitará o Paraná, em Curitiba, quando Leão fará oficialmente a sua estréia no Atlético, em partida em que não poderá escalar Coelho, destaque do time junto com Paulo Henrique, por causa da suspensão pelo terceiro amarelo. Já o Fluminense jogará com o Figueirense, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

A festa para o torcedor atleticano, começou antes do início da partida, quando o goleiro Diego, que foi negociado com o Almería, da Espanha, foi homenageado pela diretoria do Atlético, pelos bons momentos vividos no time alvinegro. O volante e amigo Rafael Miranda entregou uma placa ao ex-camisa 1, substituído por Edson, que fez sua estréia em jogos oficiais no time principal atleticano. "Saio pela porta da frente, feliz pelo carinho da torcida e quem sabe um dia não possa voltar e ser campeão de novo", afirmou Diego.

O jogo

Um primeiro tempo truncado, "bastante acirrado e marcado", na definição do capitão Marcos e muito equilibrado, de acordo com veterano zagueiro Roger, do time visitante. Assim, foi o primeiro tempo de Atlético e Fluminense, que só não terminou sem gols, por causa de um boa jogada individual, do jovem atacante Paulo Henrique, aos 36min, pela esquerda, Ele cruzou certo para o meia Marcinho, que bateu a gol, mas a bola sobrou para Coelho colocar a bola nas redes do goleiro Fernando Henrique.

Antes e depois desse lance, o equilíbrio predominou. Os dois times utilizaram-se da mesma arma: a vontade. Mas a correria e determinação nas disputas de cada lance não supriu a pouca técnica. Os jogadores de criação dos dois times, eram superados pelos marcadores, Prova disso é que o Fluminense recuperou 15 bolas, uma a mais que o time atleticano. No quesito passes errados, a equipe da casa errou muito mais: 15 contra nove.

Em um jogo muito truncado - 23 faltas cometidas nos primeiros 47 minutos, sendo 15 do Atlético e oito do Fluminense -, faltou emoção e lances de gols. Cada time finalizou seis vezes, mas somente uma bola do Atlético teve a direção certa, e que acabou entrando, enquanto duas do Fluminense foram batidas e defendias com facilidade pelo estreante goleiro Edson.

"Fui pouco acionado no primeiro tempo, tenho que voltar mais concentrado no segundo tempo porque tenho certeza que eles vão tentar vir para cima para tentar o empate", comentou o camisa 1. O goleiro Fernando Henrique, do Fluminense, teve ainda menos trabalho, limitando-se a cortar um cruzamento e e a pegar bolas atrasadas ou rebatidas.

Para o zagueiro Roger, isso aconteceu em função da forte marcação dos dois times. "Foi uma disputa igual, a gente se comportou bem no primeiro tempo, temos de chegar ao campo de ataque, conseguir tramar melhor as nossas jogadas para chegar ao gol adversário, com velocidade, mas é bom o jogo", comentou. Marcos, por sua vez, destacou a volta do futebol alegre do alvinegro mineiro. "Pela primeira vez, depois de algum tempo, nós voltamos a jogar um futebol alegre, com toques de primeira e jogadas de efeito", afirmou.

No segundo tempo, o Atlético voltou com a mesma formação, enquanto o técnico Renato Gaúcho alterou o esquema tático da sua equipe. Ele tirou o ala Rafael e colocou o atacante Jean, na tentativa de acabar com o isolamento de Somália, único atacante na etapa inicial. A mexida deixou o jogo mais aberto, com a equipe carioca subindo mais ao ataque e se expondo, em contrapartida, aos contra-ataques.

Tanto que Fernando Henrique teve trabalho logo aos 2min, quando Marcinho arrancou com a bola dominada e bateu forte, obrigando o goleiro do Flu a fazer grande defesa. O Tricolor carioca criou sua primeira grande chance no segundo tempo, aos 8min, quando Júnior César avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para Somália, que girou e bateu em cima do zagueiro Marcos.

Aos 11min, Renato Gaúcho fez sua segunda substituição, também numa tentativa de aumentar o poderio ofensivo do time. O treinador tirou o volante Fabinho e colocou o meia Davi. No minuto seguinte, o Atlético desperdiçou um bom contra-ataque, quando Marcinho recebeu a bola livre, mas finalizou fraco, facilitando a defesa de Fernando Henrique.

Aos 14min, o Atlético-MG encaixou outro contra-ataque e ampliou o marcador. Danilinho avançou pela direita e cruzou certo para Éder Luís, que chutou forte, o goleiro Fernando Henrique defendeu parcialmente, mas deu rebote, e Paulo Henrique tocou a bola para o fundo das redes. Depois disso, o Flu partiu para o ataque, pressionando. Mas foi o Atlético que chegou ao terceiro. Coelho bateu falta, aos 32min, a bola desviou na zaga Tricolor, mas entrou e a autoria foi atribuída pela arbitragem ao lateral.

Atlético-MG
Edson, Coelho, Marcos, Leandro Almeida e Thiago Feltri; Rafael Miranda, Bilu, Marcinho (Serginho Júnior) e Danilinho; Éder Luís (Tchô) e Paulo Henrique
Técnico: Marcelo Oliveira

Fluminense
Fernando Henrique; Thiago Silva, Roger e Luiz Alberto; Rafael (Jean), Fabinho (Davi), Romeu (Soares), Arouca, Thiago Neves e Junior César; Somália
Técnico:Renato Gaúcho

Data: 26/07/2007
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Público: 11.832 pagantes
Renda: R$ 145.970
Árbitro: Elvécio Zequetto (MS)
Assistentes: Adnilson da Costa Pinheiro (MS) e Alécio Aparecido Lezo (MS)
Cartões amarelos: Roger, Arouca (Fluminense); Rafael Miranda, Coelho, Leandro Almeida (Atlético-MG)
Gols: Coelho, aos 36min do primeiro tempo; Paulo Henrique, aos 14min, Coelho, aos 32min do segundo tempo