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07/08/2007 - 23h26

Conselho ratifica afastamento de Dualib e vê impeachment próximo

Marcius Azevedo
Em São Paulo
A reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians decidiu na noite desta terça-feira o afastamento do presidente Alberto Dualib e do vice Nesi Curi de seus respectivos cargos por um prazo máximo de 60 dias, que pode ser abreviado. O resultado foi tido como uma vitória pela oposição do clube, que vê mais próximo o impeachment do mandatário.

Folha Imagem
Torcida protesta e pede a saída de Dualib durante reunião do Conselho Deliberativo
PÁGINA ESPECIAL DO CORINTHIANS
"É o primeiro passo para o impeachment. Não acredito que o Dualib irá voltar. Existem muitas coisas que ele não tem como se defender", afirmou Antônio Roque Citadini, presidente do Cori (Conselho de Orientação), após a reunião.

Dualib já havia se antecipado e pedido licença do cargo até o dia 30 de setembro. Assim, Clodomil Orsi continua como presidente de forma interina.

No total, 264 conselheiros votaram pelo afastamento temporário de Dualib do cargo, inclusive alguns de seus "aliados", como o cardeal Wadi Helu. O mandatário teve apenas cinco votos a favor (de seus filhos e netos), com uma abstinência.

Neste período, uma varredura será realizada nas contas do clube, com o objetivo de investigar todas as provas contrárias a Dualib. Ele é acusado pelo Ministério Público de facilitação de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. No clube, é acusado de administração temerária, com rombo estimado em mais de R$ 70 milhões.

Alexandre Husni, vice-presidente do Conselho Deliberativo, vai liderar a comissão formada por José Carlos Matos, Rogério Mollica, Osmar Basile e José Percival. "Agora, é aguardar o trabalho dessa comissão. Basta eles provarem o que está aí, todos sabem o que o Dualib fez de errado", disse Osmar Stabile, conselheiro do clube e participante do Movimento Ação Corinthiana.

Se Dualib renunciar à presidência neste período, todos os integrantes da diretoria deixarão seus cargos, inclusive Orsi, presidente interino. Assim, Carlos Senger, presidente do Conselho Deliberativo, assumiria como presidente, com a obrigação de convocar novas eleições.

Caso o presidente espere o prazo de 60 dias (ou menos, dependendo do andamento das investigações), ele terá chance de defesa. Ainda assim, no mesmo dia, poderá ser marcada uma assembléia geral, na qual os sócios vão decidir pelo afastamento ou não em definitivo do mandatário.

O encontro desta noite decorreu de forma tranqüila até o seu final, quando uma confusão marcou o fim da reunião, envolvendo associados, torcedores que conseguiram invadir o clube e Andrés Sanchez, ex-aliado e hoje um dos principais opositores de Dualib. O conselheiro chegou até a ser agredido na tentativa de deixar as dependências do Corinthians.

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