
|
Convocado para o amistoso da seleção brasileira contra a Argélia, dia 22, na França, o lateral-esquerdo Kléber afirma não se importar em novamente atuar como meia pelo Santos, que enfrenta o Paraná, quinta, na Vila, pelo Brasileirão, e aponta benefícios nessa nova função para seus planos com o time nacional.
Inicialmente o técnico Vanderlei Luxemburgo havia destacado que evitaria fixar o jogador no meio-campo do Santos para não interferir em seu caminho na seleção. No entanto, segundo Kléber, que fez duas excelentes exibições na função de armador do Santos, o deslocamento ao meio-campo no time paulista ao invés de "esconder" seu futebol para o técnico Dunga acaba servindo como trunfo para apresentar sua multiplicidade em campo. O ala santista salienta que Dunga prega pelo comprometimento e, principalmente, qualidade em exercer várias funções durante uma partida, requisitos que o atleta quer explorar com a camisa 10 do Santos. "É bom também jogar como meia. Veja o exemplo do Daniel Alves, que jogou e bem em outra função na final da Copa América. É mais uma função em campo que eu passo a oferecer ao Dunga. Não só ele, mas todo treinador gosta de um atleta com mais de uma característica em campo", observa Kléber, que atuava como meia nas categorias de base do Corinthians. Para o compromisso frente ao Paraná, Luxemburgo deverá manter Kléber na meia, ao lado de Pedrinho. Mesmo com o retorno de Carlinhos, que cumpriu suspensão ante Flamengo, o técnico santista estuda seguir com Dionísio, e com isso, poder fazer o revezamento entre Kléber e Dionísio no meio e lateral. Alheio a questão tática, Kléber entende ser indiferente seu posicionamento na quinta. "Seja em qual posição, o importante é ter a liberdade para se movimentar e criar na lateral ou na meia. O Vanderlei pede isso para nós", disse. |